<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062</id><updated>2012-02-17T02:43:40.242-02:00</updated><category term='Devaneios'/><category term='a vida por aí'/><category term='enquanto corria a barca'/><category term='Televisão'/><category term='Editorial'/><category term='Imprensa'/><category term='Palavreado'/><title type='text'>o qüiproquó</title><subtitle type='html'>anotações triviais com uma colherinha de caviar</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4399213967278506198</id><published>2010-05-25T04:59:00.005-03:00</published><updated>2010-05-25T05:11:13.536-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>na Oficina de Criação Literária PUCRS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;NÚMEROS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.storm-magazine.com/red/images/articles/Marc-Chagal-Dreamer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="200" src="http://www.storm-magazine.com/red/images/articles/Marc-Chagal-Dreamer.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os convites foram expedidos por meio de uma empresa de entregas transnacional, de modo que todos pudessem recebê-los no mesmo dia, pela manhã. Orçamento altíssimo, mas que fez valer cada fração aquém e além da vírgula na soma final: foi elaborada uma planilha minuciosa, levando em conta não apenas a distância e as especificidades geográficas e arquitetônicas de cada endereço, mas principalmente as condições locais que eventualmente pudessem interferir na sincronia do cronograma, como mudanças meteorológicas bruscas, greves em aeroportos, turbulências políticas e essas coisas de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;cuja existência só nos damos conta quando acontecem. Feitos os cálculos, primeiro seguiram dois pequenos lotes para o Oriente Médio e o Norte da África, além de um envelope para a Nova Zelândia. Em seguida, os destinados à Europa, Estados Unidos e Canadá. Depois, os para fora do estado, os das cidades mais próximas e, finalmente, os daqui mesmo. Nem eram tantos convites assim — precisamente, 582 —, mas a mãe da noiva e a mãe do noivo concordaram que o mais importante era o efeito ao mesmo tempo diplomático e surpreendente: nenhum convidado se sentiria menos importante que o outro, quando tomasse conhecimento de tamanha engenharia de logística, e ainda desmancharia os lábios em um mudo oh de admiração, pelo mesmo motivo. Elas mesmas guardariam para si, e para contar um dia aos netos, ou no clube, o prazer de imaginar 1.164 pares de olhinhos concentrados em seus respectivos 1.164 pares de mãos a abrir, quase que no mesmo instante, ao redor do mundo, um convite que, em si, trazia o status de objeto artístico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Uma artesã de convicção budista, que vive reclusa na serra, foi quem confeccionou o papel, à base de casca de arroz e caroçinhos de romã, na proporção de duas xícaras de chá da primeira para cada colher de sopa dos segundos, formando uma mistura macerada, ensopada, estendida e ressecada à sombra, totalizando 228 quilos de matéria-prima e 55 dias de trabalho. De lá, folhas quadradas, grossas e perfumadas, delicadamente embaladas em 44 caixas impermeáveis, desceram de caminhão até a residência de um almirante aposentado que, menos por necessidade do que para ter um meio de se esquecer do mundo, costuma aplicar, em nanquim, o extravagante hobby da caligrafia em documentos, diplomas e, ao preço de 20,50 a unidade, convites de casamento — incluindo o envelope. Por precaução, havia material suficiente para até 700 convites. Mas o almirante não desperdiçou nada com borrões de tinta ou cochilos de escrita: acostumado a se esquecer do mundo, quando se lembrava dele simplesmente interrompia o trabalho, ia até a cozinha e ficava sentado, esperando passar. De modo que todo o excedente foi cirurgicamente dividido entre a mãe do noivo e a mãe da noiva, cada qual com seu quinhão de 59 conjuntos em branco de folhas de papel e envelopes artesanais de arroz e romã. Guardados para, talvez, um dia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os preparativos demandaram planejamento árduo, como ocorre em todo casamento bonito. Dois anos inteiros de dúvidas, discordâncias e muitas decisões tomadas com o temor silencioso que dorme dentro de quem quer o melhor para si e para os seus. Mas para quem não estava preocupado com isso — os convidados, os seis pares de padrinhos, os 103 prestadores de serviço contratados, o juiz, o padre e seu staff de sacristia, os oito organizadores da festa, os 14 seguranças, os dois iluminadores da pista de dança, os 22 cozinheiros, os empregados de casa, os vizinhos, os lavadores da sujeira da rua, os sonâmbulos no ponto de ônibus, os recém-nascidos, as cartomantes e os astronautas —, para muita gente tudo pareceu perfeita e previsivelmente encantador.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O vestido da noiva, cozido por 61 retroses de linha em 12 metros de chantung de seda adamascado, tinha 55 botõezinhos forrados com o mesmo tecido e 310 vidrilhos perolados importados da Itália. Eram cinco pessoas no ateliê: a estilista esguia, severa, com problemas no septo nasal; as gêmeas de Cochabamba; um rapaz com sobrancelhas de Beethoven; e outro rapaz. Os sapatos da noiva, em saltos sete e meio, tinham o mesmo tom claro-romântico que predominava no buquê de flores naturais, uma cascata de 45 centímetros de brotos de camélia colhidos sob o frescor da madrugada e conservados na câmara frigorífica da floricultura, a 11 graus centígrados, até pouco antes da cerimônia. A fim de proporcionar à noiva um halo de tradição e passado — pois é disso que se tratava, afinal —, 48 horas antes o véu tomara um banho de chá-preto do Ceilão: 8 metros de tule mergulhados em 36 litros de água rosada e escura, estendidos para secar ao natural. Tudo pronto, ao final da tarde da segunda terça-feira da primavera o Rolls Royce 1948, negro e sussurrante, seguiu para a igreja. Dois diamantes, um em cada orelha. Apenas 28 passos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;até o altar, onde erguia-se, do chão de mármore, um homem jovem de cabelo cortado há pouco, lavanda, fraque e MBA. Seis bocejos de criança. Um beijo de marido e mulher.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A quatro quarteirões dali, e mais uns 50 metros virando à direita, estendia-se a recepção para 600 convidados: 75 mesas de oito lugares cada, decoradas com arranjos de flores em cinco tons, do vermelho ao rosa. (Impossível saber quantos sorrisos, abraços entre paletós, apertos de mãos cordiais e corações partidos de amor não correspondido, pois &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;o costume é que haja muitos nessas ocasiões.) Duas dúzias de olhares protocolares, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;mesmo tanto de beijinhos frouxos, um aceno de saudade, cinco palavras de inveja. A pressão sangüínea da tia-avó do noivo — ou teria sido da noiva? não, não: era do noivo mesmo —, enfim, a pressão arterial de uma velhinha encolhida, muito apegada a seus dois gatos vira-lata, baixou para 9 por 6; uma pitada de sal sob a língua devolveu-a à festa em menos de 20 minutos e, sendo assim, pode-se dizer que não ocorreu nenhum incidente grave. No coquetel, 18 tipos de salgados, 24 litros de uísque, 60 garrafas de prosecco, 10 garçons experientes, 10 garçonetes rechonchudas, um globo de espelhos espirrando reflexos multiplicados em progressão infinita pelo salão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E havia ainda tanto e tanto mais: os não-sei-quantos ingredientes utilizados no preparo do jantar, os pratos de porcelana inglesa, os talheres de prata envelhecida, a trilha sonora interminável que parecia uma música só, as horas avançando aos solavancos, os penteados, as jóias de família, os docinhos embrulhados um a um em papel celofane furta-cor, os rabiscos confusos deixados pelos sapatos no assoalho, as meias desfiadas, as fisgadas de dor nas costas, um cansaço tão antigo e feliz quanto os vulcões, a vontade de chorar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muito tempo depois, a mãe da noiva contou pedaços dessas lembranças para sua enfermeira na UTI. A mãe do noivo, para as paredes do hospício. Difícil lembrar onde teriam guardado os convites em branco que sobraram.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(novembro de 2009 - conto submetido ao processo seletivo)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4399213967278506198?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4399213967278506198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4399213967278506198' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4399213967278506198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4399213967278506198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/05/na-oficina-de-criacao-literaria.html' title='na Oficina de Criação Literária PUCRS'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6235300865751656763</id><published>2010-05-03T03:20:00.003-03:00</published><updated>2010-05-03T03:24:15.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>na Oficina de Criação Literária da PUCRS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;[exerício proposto: "o personagem abre um álbum de retratos", em monólogo interior]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Onde será que guardei a caixa?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa casa tem armário demais. Quanta gaveta, quanta prateleira, pra quê? É só abrir uma porta e vem esse mundo de coisas enroscadas pra cima de mim, essas cores barulhentas, esse cheiro seco. Esse vestido aqui, pra quê? E esse? Nem lembro quando usei. Sandália velha, colares, bugiganga, quanto mofo. Tudo besteira. Isso tudo já foi, já era. Passado. Um passado inteirinho amontoado no escuro. Pra quê? Segunda-feira vou chamar o Exército da Salvação e dar tudo embora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Certeza que a caixa deve estar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ah, as pessoas do velório iam adorar esta cena. Saber que não fui capaz nem de fazer um álbum de família, que soquei as fotos numa caixa de sapatos, e numa caixa que nem lembro onde foi parar ainda por cima. Uns devem pensar que travei, entrei em estado de choque. Mas eu sei bem o que a maioria pensou enquanto fingia que não me olhava: foi tanto ácido que ficou imprestável, não consegue nem chorar no enterro da filha. Velha odara, hipponga patética, bem feito que ficou sozinha. Caguei pra eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A caixa. Quanta poeira. Esses ácaros vão acabar me fazendo mal, aposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Zé eles entendem, todo mundo gosta do Zé. Se parecia meio ausente no velório é porque foi preso na ditadura, trauma de herói, o grande Zé, tadinho do Zé. Ainda teve o azar de casar com essa doidona que nunca fez nada na vida e só sabia fumar maconha enquanto a nenê ficava toda mijada no bercinho, ouvindo Yes depois do, olha só, puxa, tinha esquecido como o Zé foi bonito. Quem será que tirou essa foto nossa? Bahia. Não, Parati. Ou Bahia? Sei lá. Namoro. Até eu tô bonita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Todo mundo nu na cachoeira. Carnaval em Ouro Preto. Formatura, nem meu pai acreditava. Ai, meu jeans preferido, calça boca-de-sino não devia cair de moda nunca. Festa pro Zé quando saiu da cadeia. Casamento no sítio. Casamento. Mais casamento. Nosso primeiro fusca. O Zé de terno e gravata, quem diria? Nós não íamos ser diferentes, Zé? Desbundar, mudar o mundo, botar pra quebrar? Sartre, Gramsci, arroz integral, Gláuber, samambaia, Trotski, Beatles, tofu, Stones, Gil, Caetano, passeatas, amor livre, o escambau. Era proibido proibir, lembra? Fala a verdade, Zé: no fundo, você sempre foi careta. Olha só essa sua cara de felicidade em Miami. Miami! O que a gente não aguenta quando não sabe fazer mais nada além de estar casada com o casamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu barrigão. A nenê. Mais nenê. Nenê, nenê, nenê, nenê. Mãozinhas, pezinhos, almofadinhas dançando no ar. E esses olhinhos pretos? Lindos. Levemente estrábica. Que foi, nenê? Tá olhando assim pra mim por quê? Eu não tive saída. Quer dizer, tudo bem, até tive. Nem gostava mais tanto assim do Zé. Podia cair fora, desistir de você, procurar o médico que todo mundo procurava nessas horas – mas, e a coragem? Por isso você nasceu, nenê, por covardia. Tarde demais pra te pedir desculpas, concorda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;São João na escolinha. Passeio de barco. O mesmo olhar. Será que você já sabia que nós duas não podíamos dar certo? Ah, nenê, sei lá... Tem amor que não acontece. Não vai a lugar nenhum, fica aqui dentro sem saber com quem falar. É amor, sim, claro que é. Só pode ser. Que nome você daria àquela espuma invisível que nos envolveu quando nos vimos pela primeira vez, você toda melada ainda, o rostinho contrariado dos recém-nascidos? Não sei explicar por que nunca mais senti isso. Eu queria tentar. Mas acho que me atrapalhei: veio o fusca, o Zé de gravata, a casa na praia, Miami, tudo igual ao que sempre foi desde que o mundo existe, sorrisos de plástico para a foto de Natal, sorrisos de plástico no parabéns-a-você, dias mal-assombrados, noites mudas, uma solidão enrolada em arame farpado – ah, nenê!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Chega. Sabia que esses ácaros iam acabar irritando meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6235300865751656763?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6235300865751656763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6235300865751656763' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6235300865751656763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6235300865751656763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/05/na-oficina-de-criacao-literaria-da.html' title='na Oficina de Criação Literária da PUCRS'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-3662332205564085773</id><published>2010-04-20T17:35:00.000-03:00</published><updated>2010-04-20T17:35:15.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>depois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabe como é quando os olhos choram demais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duas bolotas cegas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;a sexta esposa do mandarim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;o grande silêncio imposto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;um recém-nascido contrariado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;dois risquinhos desenhados a pincel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;fendas úmidas, pêlos secos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Então: é assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-3662332205564085773?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/3662332205564085773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=3662332205564085773' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/3662332205564085773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/3662332205564085773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/04/depois.html' title='depois'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4031586627336113992</id><published>2010-04-20T14:32:00.002-03:00</published><updated>2010-04-20T14:32:20.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>tchau</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O amor fez tim-tim -- e o que era vidro se quebrou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4031586627336113992?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4031586627336113992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4031586627336113992' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4031586627336113992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4031586627336113992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/04/tchau.html' title='tchau'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-1717152605137395568</id><published>2010-04-06T03:03:00.006-03:00</published><updated>2010-04-06T03:21:23.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>na Oficina de Criação Literária PUC-RS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O que aconteceu com o cão?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;Já ouvira dizer que era isso o que outros, parecidos com ele, sabiam fazer de melhor. Mas só por estes dias ele sentiu um cheiro pela primeira vez, e era desagradável. Se aquilo era mesmo sentir cheiro – algo como mergulhar numa bacia de água densa, pegajosa e invisível, tão envolvente que se colava no corpo todo –, bem, se era disso que se tratava essa velha coisa nova, afinal, ora, ele achou que também era completamente desnecessária. Poderia muito bem ficar sem cheirar enquanto existisse. O problema é que o cheiro parecia vir de dentro dele mesmo: pouco acima das costas, na emenda com o pescoço, onde a costura começava a se desfazer, deixando escapar novelinhos de fios encardidos, úmidos e – disso não conseguia se desviar – mal-cheirosos. Sentia até mesmo que um olho, pendendo de um fio meio grudento, estava a ponto de se despregar da cara; perdê-lo era questão de dias, talvez horas. O mais intrigante é que ninguém mais parecia se importar com isso. Passavam meninos, mulheres, velhos, olhavam e iam passando, e não achavam nada demais ver um cão em decomposição. Justo ele, que já foi motivo de tantos beijos, tanta alegria e tantos apertos de bracinhos que dormiram com ele. A velhice é mesmo decepcionante. (11/março/2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;[Making Of: No primeiro dia de aula, logo depois que nós, os 15 alunos da Oficina 2010, nos acomodamos diante dos computadores, o professor Assis Brasil entrou na sala, disse "boa tarde"&amp;nbsp; e sem mais&amp;nbsp;essa nem aquela projetou na tela a pergunta - "o que aconteceu com o cão?" -, dando-nos entre 15 e 20 minutos para escrever uma resposta. Essa oficina é tão intrigante que, dê o resultado que der, já me sinto espantada e agradecida.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-1717152605137395568?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/1717152605137395568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=1717152605137395568' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1717152605137395568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1717152605137395568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/04/exercicio-de-estreia-oficina-de-criacao.html' title='na Oficina de Criação Literária PUC-RS'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6736380965593298877</id><published>2010-03-21T01:01:00.004-03:00</published><updated>2010-03-21T01:05:35.353-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;SAUDADE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;rocuro minha pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;cadê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;fugiu&amp;nbsp;com você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;sorrio, ardo, arfo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;sei por que.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6736380965593298877?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6736380965593298877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6736380965593298877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6736380965593298877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6736380965593298877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/03/saudade-nua-procuro-minha-pele-foi.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2120640129587108206</id><published>2010-02-02T02:27:00.005-02:00</published><updated>2010-03-19T02:22:33.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;fraturas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já passava da meia-noite de domingo quando a jornalista Flávia Tavares desabafou no Facebook: “Eu queria tanto ter passado meu domingo sem saber que o Alex foi paredão... Pq eu sou obrigada a saber isso? Por causa do mais glorioso dos ossos de qualquer ofício: o plantão. Argh!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.afh.bio.br/sustenta/img/osso%20longo.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.afh.bio.br/sustenta/img/osso%20longo.gif" vt="true" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Lembro que, há uns bons dez anos, Ricardo Setti já detectava essa fratura exposta que infecciona cada vez mais o jornalismo: ali está você, formado em duas faculdades, cursando uma pós-graduação, fluente em três línguas, envolvido em intermináveis debates sobre comunicação – e, no dia seguinte, tudo o que lhe pedem é que apure por que a Sacha chorou. É da profissão. Dói menos se o osso puder ser roído numa “reportagem especial” (aquele salvo-conduto que, escorado na tradição do &lt;em&gt;new journalism&lt;/em&gt;, permite que a gente relate e cutuque ao mesmo tempo) ou numa coluna assinada (onde a eventual gaiatice quase sempre é perdoada).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas imagino que doa&amp;nbsp;ainda mais no outro lado, o do leitor. Acho que foi nessa perspectiva que a Flávia gemeu em seu plantão; afinal, não se espera que o jornal em que ela trabalha, o Estadão, considere o assunto digno de pauta. Além de jornalista, ela é leitora e tem todo o direito de não gostar do que lhe oferecem. Com uma desvantagem: enquanto parcelas do distinto público podem simplesmente largar a revista, sair do site, zapear o canal de TV ou girar o dial do rádio, ela é obrigada a ler/ver/ouvir tudo e um pouco mais, em nome de ser manter informada, pelo bom exercício profissional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ah, que inveja de todo mundo que não é jornalista! Invejo até&amp;nbsp;quem gosta de acompanhar essas bobajadas –&amp;nbsp;se gosta, não se aborrece. Mas ser, ter sido ou pretender ser jornalista implica estar, de alguma forma e em algum grau de intimidade, muito perto das coisas mais mixurucas. Desse jeito, somos nós, jornalistas, que ficamos no paredão, alvejados por uma saraivada interminável de ossos duros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2120640129587108206?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2120640129587108206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2120640129587108206' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2120640129587108206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2120640129587108206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/02/fraturas-ja-passava-da-meia-noite-de.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7130463934489056278</id><published>2010-01-24T19:48:00.001-02:00</published><updated>2010-01-24T19:48:35.718-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-BBYyrX8gyA/S1y__wCbTCI/AAAAAAAAABA/2FD6UQ9H18s/s1600-h/nrn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_-BBYyrX8gyA/S1y__wCbTCI/AAAAAAAAABA/2FD6UQ9H18s/s400/nrn.jpg" width="389" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7130463934489056278?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7130463934489056278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7130463934489056278' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7130463934489056278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7130463934489056278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-BBYyrX8gyA/S1y__wCbTCI/AAAAAAAAABA/2FD6UQ9H18s/s72-c/nrn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2094889130262259218</id><published>2010-01-18T20:39:00.001-02:00</published><updated>2010-01-18T20:43:39.256-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Quá-Quará-Quá-Qua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tento evitar, mas de vez em quando tenho umas recaídas e me pego lendo a &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;. E o castigo é instantâneo. Vejam este trecho, extraído de uma matéria sobre um assalto a uma loja da Mont Blanc, intitulada &lt;em&gt;Trio invade loja do shopping Higienópolis&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“A funcionária de uma loja no piso superior, que não quis se identificar, afirmou que não tinha visto nem percebido nada.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se a dita fonte nada viu, ouviu&amp;nbsp;ou percebeu, o que está fazendo na matéria?? Aliás, se não tinha nada a revelar, por que pediu para não ser identificada???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seria o caso de o texto acrescentar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Vários freqüentadores do shopping, que circulavam em outros pisos superiores, afirmaram que não tinham visto nem percebido nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"A vizinhança afirmou que não tinha visto nem percebido nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"A população de Porto Príncipe, arrasada pelo terremoto que devastou a capital do Haiti, também afirmou que não tinha visto nem percebido nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Protéticos, plantonistas de lojas de conveniência da zona norte, encantadores de serpente, cartomantes, físicos nucleares,taxidermistas, colecionadores de selos, pessoas acometidas de leve depressão, floristas e astronautas afirmaram que não tinham visto nem percebido nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Muitos leitores deste diário, inclusive, podem afirmar que não viram nem perceberam nada - nem a razão de ler esse jornal."'&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2094889130262259218?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2094889130262259218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2094889130262259218' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2094889130262259218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2094889130262259218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/01/qua-quara-qua-qua-tento-evitar-mas-de.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-8640954356951797450</id><published>2010-01-12T01:55:00.004-02:00</published><updated>2010-01-12T11:08:36.909-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;(uma farsa em dois atos)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2009/04/homens-de-preto1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="259" ps="true" src="http://universofantastico.files.wordpress.com/2009/04/homens-de-preto1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro ato:&lt;/strong&gt; São Paulo, começo dos anos 1980. Já estamos quase enterrando o golpe militar, no chamado período de “distensão lenta e gradual”, com eleições, anistia e suspensão da censura. Resolvo inaugurar minha vida adulta: morar sozinha, montar meu primeiro apartamento, gozar de várias liberdades de uma tacada só. No entanto, junto do contrato de aluguel recebo uma ficha do DOPS (o temido Departamento de Ordem Política e Social) para preencher. Não que eu fosse alguma ameaça subversiva – imagina!, justo eu que mal entrei para a Libelu (a trotskista, roqueira e maconheira corrente militante Liberdade e Luta) e logo me expulsaram, tudo porque faltei a um encontro do grupo de estudos socialistas para ver o último capítulo de uma novela de Janete Clair. Não, a tal ficha é obrigatória pra todo mundo que muda de endereço, é assim desde que ditadura endureceu. E enquanto a “abertura” não abre de vez, as imobiliárias mantém o fluxo de informações em dia. Como também parece suspeito mulher morar sozinha – se não for terrorista, é puta, ou muito possivelmente as duas coisas juntas, embora a mistura seja extravagante –, tia Helena, minha madrinha, dá a solução: “Escreve aí que eu vou morar com você, toma o meu RG, meu CIC...” Mas vivo com medo, sinto-me vigiada. Evito encontrar o zelador, que sempre pergunta: “E a sua tia, quando muda pra cá?”, me obrigando a responder: “Ih, ela tá enrolada lá com umas coisas no interior, sabe?” A cara do zelador me intimida: ele sabe, sim. Ô, se sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Intermezzo:&lt;/strong&gt; O tempo passa, somos livres, o Estado de Direito se instala, nada será como antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Segundo ato:&lt;/strong&gt; São Paulo, dezembro de 2009. Chego a um condomínio classe média no Alto do Sumaré, com uma garrafa de vinho e uns regalos para minha querida amiga Rosani. No portão principal, um segurança pergunta meu nome, o nome de quem vou visitar, e em seguida fala para a lapela do paletó: “Rosangela para dona Rosani, copiando?” Um minuto depois, o portão destrava. Subo a escada até chegar a um segundo portão, próximo à guarita, e já vou dando aquele “boa noite” de quem apenas passa, quando sou detida pelo segurança da dita guarita: “A senhora tem cadastro?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como é que é? Acho que não ouvi direito. “A senhora tem cadastro aqui?” Como assim, cadastro? “Tem que fazer cadastro”, diz ele, abrindo um programa no computador. Começo a rir, mas logo percebo que o assunto é sério. “Nome?” Mas eu vim só visitar a Rosani... “Nome e sobrenome, por favor.” Pra quê? “É pro cadastro.” Pra quê cadastro? O senhor já sabe que eu sou a Rosangela que vai visitar a Rosani, provavelmente já checou com ela pelo interfone, certamente ela autorizou que eu subisse, não foi? “Foi.” Então, me diga, pra quê isso? “Agora é assim, precisa de cadastro.” Recito meu nome completo, ainda atordoada. “Seu RG...?” RG??? “E olhe para a câmera, por favor.” Câmera? Onde? “Isso, ótimo. Agora a senhora já tem cadastro aqui!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele acha que acabou, mas preciso reagir de alguma maneira. Pergunto se ele é de alguma empresa de segurança terceirizada, ele é. Comento que montar tudo isso, vários seguranças, microfones, câmeras, computadores, puxa, tudo isso deve custar uma nota hem, ele sorri. Provoco: e se eu estivesse com um grupo grande, de umas dez pessoas, vamos dizer? E se, além disso, estivesse chovendo? E se todo mundo resolver brincar de inventar nomes e números? (“Escreve aí, meu nome é Helena Petta, RG 123.456.789-0, moro com minha sobrinha e afilhada num apartamento que já serviu de aparelho para o movimento Liberdade e Luta vender maconha e fazer grupo de estudos socialistas do rock.”). Ele continua sorrindo, mas menos: eu o irrito por mostrar que essa palhaçada ofende e abusa, mas ainda assim é uma palhaçada e, por isso mesmo, não me intimida. Ele sabe disso,&amp;nbsp;ah, sabe!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-8640954356951797450?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/8640954356951797450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=8640954356951797450' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/8640954356951797450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/8640954356951797450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/01/volta-dos-que-nao-foram-uma-farsa-em.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6818176674780937649</id><published>2010-01-05T22:24:00.000-02:00</published><updated>2010-01-05T22:24:34.927-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;RÉVEILLON&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Melhor ouvir na versão de Jamelão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;NOSSOS MOMENTOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(Haroldo Barbosa e Luiz Reis )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Momentos são iguais àqueles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em que eu te amei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Palavras são iguais àquelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que eu te dediquei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu escrevi na fria areia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um nome para amar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O mar chegou, tudo apagou,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Palavras leva o mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Teu coração, praia distante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em meu perdido olhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Teu coração, mais inconstante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que a incerteza do mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Teu castelo de carinhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu nem pude terminar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Momentos meus, que foram teus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Agora é recordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6818176674780937649?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6818176674780937649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6818176674780937649' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6818176674780937649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6818176674780937649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2010/01/reveillon-melhor-ouvir-na-versao-de.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6576540747293436746</id><published>2009-12-28T01:18:00.009-02:00</published><updated>2009-12-28T01:28:01.278-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Cachorrismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Ai, ele de novo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.macamp.com.br/variedades/images/snoopy-4.gif" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" ps="true" src="http://www.macamp.com.br/variedades/images/snoopy-4.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Filhinha ficou meio contrariada quando soube que dividiria o banco traseiro do carro com o cãozinho de uma amiga na viagem de réveillon. Que é chato, é, não resta dúvida. Pessoas que levam animal de estimação para passeios em grupo vivem no mesmo planeta dos que arrastam seus bebezinhos para programas adultos em bares, restaurantes, cinema e teatro: enfiam seus filhotes numa situação estressante, não se mancam das limitações que acabam impondo aos outros, e ainda esperam que todo mundo ache seus bibelôs uma gracinha — mesmo quando a criança é chata, mimada ou desagradável, mesmo que o cachorro rosne, morda, babe e não pare quieto. Mas o caso é que o Casé vem a ser um schnauser até bem bonitinho. Quase nunca late e jamais foi flagrado esfregando sua carência erótico-afetiva na perna mais próxima. A dona é responsável, não mistura cachorro com areia de praia, e Casé sabe esperar. Qual o problema, então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Hummm... É um cachorro com excesso de personalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já comecei a gostar do Casé. Filhinha explicou o que vem a ser excesso de personalidade canina: uma espécie de ansiedade para interagir com humanos e se fazer notar, intrometer-se onde não é assobiado. E deu um exemplo: imaginem que, em toda virada de ano, em algum momento essa turma de jovens se junta para ler poemas especialmente escolhidos para a ocasião; e o Casé se posiciona em nada menos que o centro da roda, muito atento a cada declamação. Às vezes ergue as orelhinhas, às vezes apóia o focinho nas patas dianteiras, esparramado no chão, meditativo; ou fica zanzando pra lá e pra cá, cheirando sem muito interesse, em ostensiva demonstração de enfado, como que a dizer que a seleção poética podia ser melhor. Depois dessa, eu não gostava apenas: estava apaixonada pelo Casé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Alô? Mãe? Tá me ouvindo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Filhinha ligou pra dizer que todos chegaram bem, faz um baita calor, a casa é muito confortável e a paisagem, linda. Houve um único incidente. Calhou de mais uma moça, com quem ela dividiria o quarto, também levar seu cachorro. Mas não é um caso banal de cachorrismo: não contente de levá-lo para a viagem, a garota também o leva para a cama: dormem os dois abraçados, aquele cheiro de cachorro suado madrugada adentro, e a qualquer movimento ao lado o totó desanda a latir, furioso, demora para se acalmar. Na manhã seguinte, Filhinha interrompeu o café da manhã de dona-e-cão (ambos dividindo a mesma tigelinha de ração) para pedir que o dito cujo passasse a dormir fora do quarto. Ofendida, a moça mudou-se com mala, cuia e coleiras para a casa vizinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tem cachorro que presta atenção em poesia, tem gente que come comida de cachorro. Filhinha aprendeu que a vida sempre pode ser pior.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6576540747293436746?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6576540747293436746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6576540747293436746' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6576540747293436746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6576540747293436746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/12/cachorrismo-ai-ele-de-novo.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4816248856208200913</id><published>2009-12-21T20:19:00.007-02:00</published><updated>2009-12-22T02:13:47.664-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Ana Karenina reloaded&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.joechip.net/liana/archives/anna-karenina-gown-small-tabbed.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ps="true" src="http://www.joechip.net/liana/archives/anna-karenina-gown-small-tabbed.gif" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Uma amiga minha começou a estudar russo – tem de tudo em São Paulo, mesmo. Bom, minha amiga começou a estudar russo e me contou que uma das dificuldades para se aprender o idioma, além do alfabeto pontiagudo, é conhecer a natureza da gramática, conjugação de verbos etc e tal. Por exemplo: em russo, escreve-se e fala-se de um determinado jeito quando é o caso de referir-se a seres vivos, como homens e cachorros; mas fala-se e escreve-se de outro jeito para se referir a seres inanimados, como xícaras, portas e... mulheres! Isso mesmo: na língua russa, uma vassoura e uma mulher se equivalem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabem o que isso significa??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Significa que até agora não peguei o verdadeiro espírito da coisa, vou ter que ler tudo de novo... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4816248856208200913?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4816248856208200913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4816248856208200913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4816248856208200913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4816248856208200913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/12/ana-karenina-reloaded-uma-amiga-minha.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7737230117602839033</id><published>2009-12-17T03:23:00.005-02:00</published><updated>2009-12-19T16:21:48.182-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Na companhia de homens e loiras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Falha minha (mais uma, entre tantas), só recentemente li Dorothy Parker com a devida atenção. &lt;em&gt;Big Loira e Outras Histórias de Nova York&lt;/em&gt;, um buquê de contos e crônicas traduzidas por Ruy Castro e publicadas em 1987, está esgotado. Mas era uma noite arrastada de plantão na faculdade, passei na biblioteca para arranjar companhia, catei o livrinho. Li de uma enfiada, como se diz. E o plantão era tão arrastado que ainda deu tempo de entrar no Google e pesquisar mais sobre a autora. Descobri que também escreveu poemas, mantendo a gaiatice corrosiva e inteligente. Tipo assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;RÉSUMÉ&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Razors pain you;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Rivers are damp;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Acids stain you;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;And drugs cause cramp;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Guns aren’t lawful;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nooses give;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Gas smells awful;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;You might as well live.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;(&lt;strong&gt;CONCLUSÃO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Navalhas machucam;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Rios são úmidos;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ácidos mancham;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E drogas dão câimbra;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Armas são ilegais;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nós escorregam;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Gás fede;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Melhor viver.) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://micamaldita.files.wordpress.com/2007/08/dorothy_parker.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ps="true" src="http://micamaldita.files.wordpress.com/2007/08/dorothy_parker.jpg" width="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pra quem é tão ignorante sobre Mrs. Parker como eu, é bom situar a personagem. Nasceu no finalzinho do século XIX e viveu 74 anos em Nova York, como uma das&amp;nbsp;três ou&amp;nbsp;quatro felizardas de uma roda de intelectuais que tomavam uísque em xícaras de chá no bar do Hotel Algonquin durante a Lei Seca. Fez crítica de literatura e teatro, trabalhou como roteirista e &lt;em&gt;dialogue writer&lt;/em&gt; em Hollywood. Casou três vezes — duas delas com o mesmo cara, em eterna recaída, até que a morte os separou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Muita coisa interessante&amp;nbsp;puxa a atenção sobre Dorothy Parker. Mas uma, particularmente, me permitiu fazer uma correção importante. Sempre ouvi falar que ela era a língua afiada que picava em pedacinhos tudo o que fosse suculentamente burro, ignorante e careta, especialmente as mulheres. Claro que quem dizia isso era homem, do tipo que ou está mal informado, ou mal intencionado, ou mal treinado na leitura, ou tudo isso junto. Pelo menos literariamente falando, as personagens femininas das histórias dela são sempre monumentos centrais, ilhas cercadas de solidão por todos os lados, inclusive por cima e por baixo – se é que me endentem. Às vezes ridículas, às vezes patéticas. Mas sempre personagens inteiras, com um protagonismo carnal, palpável, concreto, perigosamente próximo de todos nós, e talvez por isso mesmo tão perturbadoras. Hazel, a big loira que nomeia o livro (&lt;em&gt;Big Blonde&lt;/em&gt;, conto premiado, foi originalmente publicado numa revista popular, em 1929) é a boasuda que passa de mão em mão — ou de &lt;em&gt;man-and-man&lt;/em&gt; —, sempre aditivada por uma garrafa de uísque e pelos mais previsíveis elogios masculinos; nas raras vezes em que ameaçou expressar algum sentimento que não fosse excitante, foi severamente repreendida e reconduzida ao posto de gueixa ocidental; mas seu olhar permanentemente ausente e a descrição de seu dias que só começam quando cai a tarde revelam a complexidade trágica da personagem, cuja vivência é anestesiada por ser a pessoa que os outros querem que ela seja. Lembra muito a sexy Roslyn que Arthur Miller criou para sua Marilyn Monroe em &lt;em&gt;The Misfits&lt;/em&gt;, dirigido por John Huston em 1961,&amp;nbsp;sintomaticamente&amp;nbsp;traduzido&amp;nbsp;para o&amp;nbsp;português como &lt;em&gt;Os Desajustados&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Claro que Dorothy Parker sabia muito bem o que é ser mulher. Sobretudo, o que é ser mulher na companhia de homens, e muito mais sobretudo ainda quando essa mulher não tem medo de entrar bonito na conversa. Tenho um grupo de amigos, quase todos jornalistas, que de vez em quando se&amp;nbsp;reúnem em torno de uma grande mesa para beber, comer e papear, e é sempre a mesma coisa: depois dos beijinhos e das frases curtas trocadas para aplacar saudades, os homens discutem o que há para discutir, opinar e analisar, e gentilmente deixam que as moças da roda permaneçam prestando atenção — contanto que façam silêncio. Se uma ou outra entra com um comentário, é recebida com um sorrisinho condescendente, antes que o sorridor volte aos seus: mas, como eu ia dizendo... Quando falam sobre talentos do jornalismo, da literatura ou de qualquer coisa, só citam homens, inclusive alguns presentes; mas se alguém lembra de uma tal jornalista ou escritora ou qualquer coisa fêmea,&amp;nbsp;concordam: nossa, que charmosa, não? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Às vezes ficamos tão cansadas que o jeito é pedir para o garçom trazer mais um.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7737230117602839033?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7737230117602839033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7737230117602839033' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7737230117602839033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7737230117602839033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/12/na-companhia-de-homens-e-loiras-falha.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-258774797395092454</id><published>2009-12-01T15:49:00.009-02:00</published><updated>2009-12-19T16:19:57.642-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>abominável mundo novo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Lições de anatomia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu estava com os jornais do dia caídos no colo, perguntando-me como o país consegue permitir tantos crimes institucionais em plena democracia, quando uma roda de conversa ao lado chamou a atenção. A mulher falava alto. O olhar que veio junto do comentário era de excitada e mal-disfarçada alegria, impressão que se reforçou pelo sorriso cheio de dentes, brilhantes como na propaganda da televisão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Gente, o Gustavo anda impossível!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Gustavo é um sujeito de cinco anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- A escola me chamou, imagine que ele agora deu de cobrir um amiguinho de porrada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como é que alguém coberto de porrada pode ser chamado de “amiguinho” do desferidor da dita porrada, isso ela não explicou. Preferiu manter o foco no personagem principal: Gustavo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- E olha que não foi uma vez só, não! É isso todo dia, direto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O sorriso lubrificado pela saliva de mãe e o olhar incisivamente feliz não permitiam que a audiência pudesse esboçar outra reação que não fosse abrir aqueles ah-oh desamparados de quem acompanha, indefeso, um relato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Sentamos com ele pra conversar: “Gustavo, a mamãe bate em você? O papai bate em você? Alguém por acaso já bateu em você alguma vez na vida? Então o que é isso, meu amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Era exatamente essa a pergunta surda que ressoava na roda: o que é isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-- Aí, quando chegamos na escola,&amp;nbsp;nós descobrimos – concluiu a mulher, professora universitária com mestrado e a caminho do doutorado. – O amiguinho é a cara do priminho do Gustavo, hahaha!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h39qKEIY0Ps/Ssiewvx8E-I/AAAAAAAAAMM/JCN49Hb-5tk/s1600/Juventude+Nazista.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="128" src="http://1.bp.blogspot.com/_h39qKEIY0Ps/Ssiewvx8E-I/AAAAAAAAAMM/JCN49Hb-5tk/s200/Juventude+Nazista.jpg" width="200" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As pessoas que ouviam a história de Gustavo discretamente olharam a barriga da mãe dele, que já aponta rumo ao sétimo mês de gravidez. E se puseram a calcular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-258774797395092454?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/258774797395092454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=258774797395092454' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/258774797395092454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/258774797395092454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/12/abominavel-mundo-novo.html' title='abominável mundo novo'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h39qKEIY0Ps/Ssiewvx8E-I/AAAAAAAAAMM/JCN49Hb-5tk/s72-c/Juventude+Nazista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4640955661716304343</id><published>2009-11-30T03:57:00.005-02:00</published><updated>2009-11-30T04:15:39.602-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>argh</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Dois e dois&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em sua coluna no Estadão de domingo, 29/11, Dora Kramer analisa a vulgaridade instituída, institucional e institucionalizada. Não falava das letras do funk carioca (sintoma bandeiroso dos tempos, per si), mas do comportamento de autoridades que propagam, numa boa parcela da população, a esculhambação ampla, geral e irrestrita. E de lá vamos ao resto do noticiário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blogdolina.files.wordpress.com/2009/11/sujeiras-na-lama.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="156" src="http://blogdolina.files.wordpress.com/2009/11/sujeiras-na-lama.jpg" width="200" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O presidente da câmara do DF aparece enfiando dinheiro na canela, feito uma profissional do can-can — e os mais parvos otimistas podem suspirar aliviados, pela aparente evolução do caminho da propina, transferida da cueca às meias. Um ex-militante esquerdóide escreve longuíssima história mal contada sobre impulsos tarados do então futuro presidente Lula, e um cineasta respeitado vem desacreditar o blábláblá dizendo que era brincadeira, piada típica do candidato que adorava dar uma pegadinha em estranhos – como se esse tipo de comportamento tivesse alguma graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tá tudo certo, como dois e dois são 2010.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4640955661716304343?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4640955661716304343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4640955661716304343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4640955661716304343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4640955661716304343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/argh.html' title='argh'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-466101475469313367</id><published>2009-11-25T20:16:00.000-02:00</published><updated>2009-11-25T20:16:25.952-02:00</updated><title type='text'>devaneio # 10</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;definição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;não é pau &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;não é pedra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;vontades vãs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-466101475469313367?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/466101475469313367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=466101475469313367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/466101475469313367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/466101475469313367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/devaneio-10.html' title='devaneio # 10'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-764913465897087840</id><published>2009-11-22T03:39:00.002-02:00</published><updated>2009-11-22T03:58:22.435-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 9</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;noite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;batatinha quando nasce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;ninguém presta a atenção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;vai direto ao Pão de Açúcar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;cavouca&amp;nbsp;uma refeição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e&amp;nbsp;então ali face a face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;no caixa vinho, alface&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;afagos&amp;nbsp;na solidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;já são duas da manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;quem se esquece?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;queijo é queijo, pão com pão&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-764913465897087840?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/764913465897087840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=764913465897087840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/764913465897087840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/764913465897087840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/devaneio-9.html' title='devaneio # 9'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6422492921418948939</id><published>2009-11-15T23:07:00.003-02:00</published><updated>2009-11-15T23:17:38.162-02:00</updated><title type='text'>na faixa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a1e5.files.wordpress.com/2009/04/the-kiss-gustavo-klimt-1907-1908.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" sr="true" src="http://a1e5.files.wordpress.com/2009/04/the-kiss-gustavo-klimt-1907-1908.jpg" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Recaída de chico-buarquice&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"O meu amor tem um jeito manso que é só seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E que me deixa louca quando me beija a boca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A minha pele toda fica arrepiada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E me beija com calma e fundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Até minh'alma se sentir beijada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O meu amor tem um jeito manso que é só seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Com tantos segredos lindos e indecentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois brinca comigo, ri do meu umbigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E me crava os dentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt; meu amor tem um jeito manso que é só seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Que me deixa maluca, quando me roça a nuca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E quase me machuca com a barba mal feita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt; de pousar as coxas entre as minhas coxas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando ele se deita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O meu amor tem um jeito manso que é só seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De me fazer rodeios, de me beijar os seios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Me beijar o ventre e me deixar em brasa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desfruta do meu corpo como se o meu corpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Fosse a sua casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6422492921418948939?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6422492921418948939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6422492921418948939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6422492921418948939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6422492921418948939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/na-faixa.html' title='na faixa'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-1070618818236840267</id><published>2009-11-10T01:50:00.011-02:00</published><updated>2009-11-11T11:54:04.174-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enquanto corria a barca'/><title type='text'>enquanto corria a barca # 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Aquele abraço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ko06zDMuvTM/SXI2FLAsO7I/AAAAAAAAAEA/0jUaFtRYznQ/s1600/12.bmp.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ko06zDMuvTM/SXI2FLAsO7I/AAAAAAAAAEA/0jUaFtRYznQ/s320/12.bmp.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Projeto de filme 16mm prontinho, equipamentos emprestados do departamento de cinema da ECA, e lá fomos nós, umas 30 ou 40 pessoas (entre população fixa e flutuante) rumo à Praia da Baleia, no litoral norte de São Paulo, casa dos pais do Ricardo. Lembremos que a Baleia, na época, era um local selvagem: estrada de terra com poças atolentas de barro, de rasgar o pneu do fusca azul — sim, rasgar, e não furar —, ninguém sabendo dizer onde estávamos. Até que chegamos a uma casa ostensivamente... branca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dormimos espalhados pelas&amp;nbsp;colchões que haviam nos quartos,&amp;nbsp;no chão da sala, na varanda. A estudante de teatro&amp;nbsp;compridona perambulou pela casa só de calcinha e camiseta enquanto alguém tirava &lt;em&gt;Black Bird&lt;/em&gt; no violão. Mas ninguém reclamou: nos anos 70, isso era o mínimo que se esperava de uma atriz de teatro de verdade, ainda mais compridona. Choque sob controle. Uma outra lá, bastante grávida,&amp;nbsp;contou que estava decidida:&amp;nbsp;parir o filho &lt;em&gt;in natura&lt;/em&gt;, no sertão nordestino, numa palhoça. Era o mínimo que se esperava de uma outra moça lá mais descolada que nós, a maioria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No dia seguinte, entre fatias esfarelentas de pão pullman com requeijão e goles de suco de uva, a equipe de produção esfregou urucum no corpo dos proto-atores que deviam fazer papéis de indígenas, meu namorado da estação incluído. Urucum é uma&amp;nbsp;meleca que deixa a pele da gente em tons de vermelho-xingu.&amp;nbsp;E então nos enfiamos na Mata Atlântica. Torturados por enxames de mosquitos borrachudos, equilibrávamos temerariamente o tripé da câmera na beira do rio, todo mundo melado e escorreguento de suor e&amp;nbsp;urucum, caindo pelas tabelas do riacho, padecimento feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na volta, ao final da tarde, braços, pernas, barrigas, caras, bocas e bundas carimbavam de urucum a casa ostensivamente branca&amp;nbsp;da&amp;nbsp;(dizíamos)&amp;nbsp;burguesia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Senti aquele tipo de vergonha contrabandeada de terceiros&amp;nbsp;ao ver Ricardo esfregando um paninho nas paredes, tentando devolver o branco original aos sofás, quieto, olhar levemente ressentido, enquanto o resto da trupe fumava maconha, comia mais pão pulmman e bebia o resto de suco de uva. Veio a primeira madrugada. Continuísta amadora, de cronômetro e prancheta sempre em punho, eu tinha que decidir entre seguir o resto da semana ali ou voltar a São Paulo, onde um emprego nada-a-ver como caixa de banco me esperava, com a promessa de um salariozinho de sobrevivência. Entrei no mar escuro, salguei as picadas dos mosquitos. Viver a vida ou viver a vida? Difícil escolher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No dia seguinte, me escoltaram de Opala pelo lamaceiro interminável até o ônibus que iria para a capital. Beijos, mochila nas costas, bata&amp;nbsp;molhada de chuva, uma solitária poltrona&amp;nbsp;de couro sintético, água escorredendo na janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabe que eu nunca perguntei ao Ricardo se deu pra tirar as manchas de urucum?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-1070618818236840267?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/1070618818236840267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=1070618818236840267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1070618818236840267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1070618818236840267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/enquanto-corria-barca-4.html' title='enquanto corria a barca # 4'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ko06zDMuvTM/SXI2FLAsO7I/AAAAAAAAAEA/0jUaFtRYznQ/s72-c/12.bmp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6872175811178306724</id><published>2009-11-03T02:18:00.009-02:00</published><updated>2009-11-04T14:34:52.677-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enquanto corria a barca'/><title type='text'>enquanto corria a barca # 3</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;A história de A.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É claro que esta não é “a” história dela. A história de A. é muito mais do que&amp;nbsp;sei e do que tenho para contar. Eu ou qualquer outra pessoa. Uma vida é sempre muito mais do que aquilo que mostra, do que aparenta, e talvez só a própria pessoa conheça tudo. Será? Não sei de ninguém com autoconhecimento absoluto, só relativo. Enfim. Acontece que, como acontece em todas as histórias, a história de A. que vou contar é um recorte bastante limitado, panorama visto de um único lado da ponte, e que só por muita mágica corresponderia ao que A. poderia dizer de A..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Imagine Yves Saint-Laurent, e então conjugue o verbo em tonalidades do feminino. Era bem assim: rostão enorme, quadrado, óculos de aros pretos quadrados, lábios fechados, riscados de ponta a ponta em sorriso de Gioconda. Alta, magra. Angulosa. Roupa tão clássica que não chamava a atenção. Sapato caro, bolsa idem. Cabelos lisos, pretos, presos numa fivela de prata atrás da nuca muito alva, cabelos inacreditável e cintilantemente pretos. Olhos pretos. Jóia rara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A.não se contentava em ser fisicamente diferente dos hippongas erquerdóides que reinavam na ECA do final do anos 1970: desafiava. Lia &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;. E gostava. Fumava um cigarro atrás do outro sem tossir, e erguia as sobrancelhas muito pretas e bem desenhadas quando a gente torcia a boca sobre o Estadão, sorria: “Ué, por que não?” A., secretária de um médico famoso, solteirona que provavelmente deu de estudar jornalismo por falta do que fazer à noite, devia ser um acidente de percurso do vestibular, uma aberração a que toda universidade está sujeita. Era tão irritantemente paciente com a nossa sôfrega ânsia juvenil de querer quebrar tudo e arrebentar com tudo que, desconfiávamos, só podia ser por se sentir superior. Tudo bem, tinha uns 5, 6, 8 anos mais que a gente. E lançava para nós aquele sorriso lacrado de lábios estendidos, bem maquiados. Gamamos nela, claro. Mas ninguém teve coragem de dizer isso na cara, para ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um dia, um amigo mais chegado de A. sussurrou: caretice, o quê? A. tinha um amante! Não... Sim!!! Quer dizer, ela é que era amante de um homem. Um sujeito casado,justamente o chefe, o médico famoso. E isso há muito tempo. Sabiam que A. é uma escrava sexual do cara? É, sim!! Parece que o médico famoso exigia — sim, e-xi-gi-a — que ela sempre pegasse ali embaixo, no mais excitado dele, era isso o tempo todo, em casa, no carro, no restaurante. O homem pedia que A. pegasse nele diret, e A. pegava. “Ué, por que não?” Silenciosamente, gamamos ainda mais nela, uma agulhada leve de inveja cutucando moças e rapazes do curso noturno de Jornalismo. Quem diria... Aquele monumento ao conservadorismo, exuberante na intimidade da qual não compartilhávamos nem em pensamento, era capaz de detonar um despudor incontrolável, tesão desabrido, texturas de pele, ardor de homem suplicante, desejoso e recompensado. Que mulher era aquela, que nem imaginávamos existir, quanto mais ser? Gamamos e invejamos A. da maneira mais indefesa: solene.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pouco tempo antes da formatura, A. segredou ao tal amigo que pedira demissão. Queria ficar uns dias em casa. Até que decidiu vedar as janelas, destampar o forno da cozinha o e abrir o gás.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6872175811178306724?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6872175811178306724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6872175811178306724' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6872175811178306724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6872175811178306724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/11/enquanto-corria-barca-3.html' title='enquanto corria a barca # 3'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-8840362910627072974</id><published>2009-10-30T19:06:00.004-02:00</published><updated>2009-10-30T19:07:59.820-02:00</updated><title type='text'>denaneio # 8</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;inventário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;quantos beijos pode dar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;alguns? todos? nenhum?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;esqueça os engodos, há outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;: inventar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-8840362910627072974?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/8840362910627072974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=8840362910627072974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/8840362910627072974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/8840362910627072974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/10/denaneio-8.html' title='denaneio # 8'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-5137675959587532258</id><published>2009-10-26T14:25:00.004-02:00</published><updated>2009-10-26T23:28:22.177-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enquanto corria a barca'/><title type='text'>enquanto corria a barca # 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Odara&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Naqueles setentas, a norma social vigente era viver, de algum modo, uma certa anormalidade. Falar diferente, vestir-se diferente, agir diferente, praticar o máximo de diferenças possíveis em relação ao que a maioria praticava do lado de lá do campus da Cidade Universitária. Uns chamavam isso de contracultura, mas boa parte daquele desvio de padrão não passava de acidente. Ninguém é muito “normal” e, dependendo do contexto, isso pode soar a irreverência ideológica ou mero tropeção. Uma engasgada. Extravagância para os bem postos, descuido para os nem tanto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_U4XnD8iYbHU/So74KNqLJrI/AAAAAAAAB0M/do67mBcCvhM/s1600/paz+e+amor.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_U4XnD8iYbHU/So74KNqLJrI/AAAAAAAAB0M/do67mBcCvhM/s200/paz+e+amor.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Exemplo: lá na ECA tínhamos um colega completa e cientificamente lelé. Parecia não ouvir o que a gente dizia, recolhendo-se num olhar azul-perdido que vagueava em pensamentos de outro tempo e sei lá qual espaço. Um dia, marcamos uma manifestação política e ele também foi ao centro da cidade – mas só porque era dia de consulta ao dentista. Saindo do consultório, no auge do pega-pra-capar, ao dar de cara com um policial de cassetete em riste que gritava pra ele, respondeu: “Ah, enfia esse porrete no cu” – simples assim, sem ponto de exclamação –, e saiu saindo, calmamente. Deve ter sido tão inesperado que&amp;nbsp;o policial nem revidou, conforme testemunhas. O lelé tava de prova, no dia seguinte, sem nenhum arranhão,&amp;nbsp;o ausente olhar-azul intacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O único anti-herói autêntico que conheci de perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-5137675959587532258?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/5137675959587532258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=5137675959587532258' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5137675959587532258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5137675959587532258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/10/enquanto-corria-barca-2.html' title='enquanto corria a barca # 2'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_U4XnD8iYbHU/So74KNqLJrI/AAAAAAAAB0M/do67mBcCvhM/s72-c/paz+e+amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7996403355097370204</id><published>2009-10-24T03:07:00.002-02:00</published><updated>2009-10-24T03:11:40.157-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;E ela com isso?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como quase todos sabem, esta semana o reizinho do Brasil desovou mais um caminhão de parlapatices lulóides. Foi na entrevista concedida a Kennedy Alencar, na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;. Sobrou até pra Jesus, na mais repercutida das alusões do pensamento lulófico. E a propósito, note-se que o problema, ali, não foi dizer que, estivesse no Brasil, até o Homem teria feito acertos políticos com Judas. Afinal, reza literalmente a lenda que Jesus já estava composto politicamente com Judas – eram do mesmo grupo, Judas foi quem traiu a causa –, o que demonstra que a Lula não faltaram somente as aulas da escola formal, mas as mais manjadas lições de religião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.meguimaraes.com/subrosa/arquivo/reizinho_02.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.meguimaraes.com/subrosa/arquivo/reizinho_02.gif" vr="true" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O fato é que, na entrevista, Lula lulou à vontade. Mas o que mais chamou minha atenção foi o final do texto. Nos comentários breves sobre uma série de pessoas listadas no “pinga-fogo”, Lula colou a seguinte frase sobre Marisa Letícia: “Uma das responsáveis pelo que sou”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Isso não se faz. A primeira-dama tá lá, quietinha no seu canto redecorado do Alvorada. Não se mete em universidades solidárias, não escreve artigos, não dá entrevistas. Paga em silêncio um mico atrás do outro, seja desfilando um moleton verde-e-amarelo nos “momentos informais”, seja quando lhe plantam um kit de chapéu de palha desfiado e duas tranças ressecadas no alto do penteado fixado com laquê, nos arraiás do Torto. Não abre a boca pra dizer coisa alguma nem desde antes de lhe&amp;nbsp;amordaçarem os lábios com&amp;nbsp;botox. Agüenta firme o papel, com olhar resignado, nas fotos de &lt;em&gt;Caras&lt;/em&gt;. E agora, após quase oito anos de lulices, o presidente vem dizer que a culpa é dela??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Poxa, não é justo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7996403355097370204?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7996403355097370204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7996403355097370204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7996403355097370204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7996403355097370204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/10/e-ela-com-isso-como-quase-todos-sabem.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-5713245574048821082</id><published>2009-10-14T00:28:00.026-03:00</published><updated>2009-10-15T13:27:35.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enquanto corria a barca'/><title type='text'>enquanto corria a barca # 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Esse papo meu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;tá qualquer coisa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.metaservices.microsoft.com/cover/200/dre400/e422/e422473o6s6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" height="200" src="http://images.metaservices.microsoft.com/cover/200/dre400/e422/e422473o6s6.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Justamente quando acho que estou dobrando uma esquina para, finalmente, encontrar tudo o que virá pela frente, eis que um &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;e-mail me carrega para trás. A Vicky – loira altíssima, filha de finlandeses e um sorriso permanente no rostão branco-escandinávia – me convidou para aderir a uma rede social &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;que, para comemorar os 40 anos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, vem pescando todo mundo que passou por aquela faculdade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Cliquei lá, fiz o cadastro – e o túnel de um tempo quase perdido me espiralou vertiginosa e psicodelicamente para a segunda metade dos anos 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;São Paulo, Cidade Universitária, porção Butantã do rio Pinheiros. Uma floresta ruidosa de bolsas de couro a tiracolo, jeans boca-de-sino, camisetas brancas, muito e muito cabelo juvenil – de preferência, em ponto de novelo. Paulo Emílio Salles falando de cinema nacional depois da exibição de &lt;em&gt;Rainha Diaba&lt;/em&gt;, nas boas-vindas aos bichos, saca? Mostra de poesia, fotos, música e pantomimas dos novatos. Sambão-jóia com cerveja na cordial oferta dos cuecões do Centro Acadêmico (menos cabelo, mais barba) que tentavam cooptar novilhos e gazelas para as catacumbas do PC. Um aguaceiro de arte, antropologia, história, teatro, filosofia, lingüística, e um tantinho de esse-papo-seu-tá-qualquer-coisa, enxaguando nossas cabeças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Clico de novo e vejo a minúscula foto do professor Milanesi, idealizador e moderador do site, ainda magricelo, grisalho como quem sobrevive a uma guerra de travesseiros. A Vicky é uma bela senhora que conseguiu manter o mesmíssimo corte de cabelo e ressuscitar em mim uma saudade insuspeita. Entrevejo três pessoas:&amp;nbsp;um ex-marido, um amor desperdiçado e um sujeito que hoje poderíamos classificar de “ficante” – os anos 70 aconteciam assim também, no coração. E esses retalhos de lembranças&amp;nbsp;revelam que ainda guardo algumas histórias que&amp;nbsp;pedem para&amp;nbsp;ser contadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim, abro aqui uma nova retranca para os próximos posts. Quem quiser, pode entrar no sleepping-bag e sonhar junto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;– por que não? - enquanto corre essa barca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-5713245574048821082?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/5713245574048821082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=5713245574048821082' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5713245574048821082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5713245574048821082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/10/enquanto-corria-barca-1.html' title='enquanto corria a barca # 1'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-909427366140702902</id><published>2009-10-07T01:20:00.005-03:00</published><updated>2009-10-07T01:25:55.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 7</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;18h05&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;sol amarelo pisca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;coração furado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;sexo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;gravata no chão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;verão à meia-noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;calor de dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;paixão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;frio demora na barriga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;aquece a boca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;evapora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-909427366140702902?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/909427366140702902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=909427366140702902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/909427366140702902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/909427366140702902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/10/devaneio-7.html' title='devaneio # 7'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-5978385597501478556</id><published>2009-09-30T18:18:00.023-03:00</published><updated>2009-09-30T23:28:11.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><title type='text'>ilusão de ótica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O camelo e o amendoim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para não atolar a caixa do blog de Adriana Abujamra,&amp;nbsp;ou esticar em terreno alheio um debate que talvez nem interesse os outros comentadores, desdobro aqui o que quis dizer quando escrevi que o homem-cão da história dela está mais pra herói (&lt;a href="http://perdidanaamerica.blogspot.com/2009/09/eta-mundo-cao.html"&gt;http://perdidanaamerica.blogspot.com/2009/09/eta-mundo-cao.html&lt;/a&gt;). Quem tiver tempo e paciência pode clicar lá e ver que há controvérsias. Como o ofício de contar histórias sempre e cada vez mais me interessa, respondo que... pensando bem, acho que todos nós, ao ler o relato da Adriana, enxergamos uma mesma situação. A diferença foi de perspectiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_st7w7bdNf-M/Rlc_q2bs5QI/AAAAAAAAE1Q/Qbgtekedehk/s1600/280.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_st7w7bdNf-M/Rlc_q2bs5QI/AAAAAAAAE1Q/Qbgtekedehk/s320/280.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A turma que viu ali apenas a patética figura do Rich, isoladamente, teve um olhar que&amp;nbsp;ficou circunscrito ao universo da fábula. Quer dizer, por um momento, esse olhar olhou o que está ali dentro e, assim, entendeu a história compartilhando os valores daquele contexto sócio-cultural, tão wasp que beira o clichê, em que o personagem ganha o carimbo de “looser”. Olhar legítimo, sem dúvida. Mas convido esses mesmos leitores a observar tudo de um jeito mais literário – até porque, não vamos esquecer, trata-se de um texto, de um recorte, de uma elaboração sobre determinado acontecimento, por mais banal que seja. Visto desse jeito, a gente descobre que não há somente &lt;strong&gt;a fábula&lt;/strong&gt; que está sendo contada, mas &lt;strong&gt;o enredo&lt;/strong&gt;, o modo como ele evolui, o ponto de vista estabelecido pela narrativa – o da autora –, e então começamos a ver-com-ela, a Adriana, a ver algo mais, ir além. Perceber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim. Pra começar, façamos a perguntinha básica: quem é o personagem principal da croniqueta da Adriana? Rich, o homem-cão, é claro. A história começa e termina com ele, a narradora não tira o olho dele em momento algum. O Rich-cão é tão ridículo que envergonha sua mulher e a enteada, é aporrinhado pelas crianças e logo abandonado por elas, e ainda assim continua ali, balançando os braços feito um boneco de pano de borracharia. No final, a autora-narradora suspeita que, debaixo da máscara, em vez de um sorriso possa haver um homem chorando. O título já entrega que a idéia é mais que constatar a existência de “loosers”, mas fazer uma crítica sobre aquele microcosmo: “Êta mundo cão!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Bem, é só um palpite, mas duvido que a intenção da Adriana tenha sido apenas apontar o dedo e dizer: “Gente, olha lá um looser!” Que graça teria isso? Gestos assim não dão história. História boa, claro. (Guardadas as devidas e obrigatórias proporções, seria como dizer que tudo o que Kafka quis em &lt;em&gt;A Metamorfose&lt;/em&gt; foi dizer que Gregor Samsa era uma aberração, já calculando, inclusive, os direitos de adaptação para o cinema em um filme de monstro.) No entanto, a cena de Rich, o homem-cão, ganha interesse quando, construída nas palavras da autora, transforma-se em um relato que, como toda narrativa, pretende dizer alguma coisa mais. E é isso o que torna o texto da Adriana tão interessante: observar a valentia de um “looser” que, conscientemente ou não (e quem é que vai saber?), consegue sobreviver em ambiente hostil. Um feito que, convenhamos, não é pra qualquer um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É evidente que cada um tem o direito de ler do jeito que quiser. No leitor, ninguém manda, nem o autor do texto – escreveu e publicou, tá feito, já era, não há controle sobre o que possa ser ou não entendido; a rigor, a obra não é mais totalmente dele, quanto às várias maneiras de ler. Mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esse episódio blogueiro&amp;nbsp;remete a uma&amp;nbsp;outra fábula tirada de fatos reais. Uma amiga da faculdade e o namorado dela resolveram levar&amp;nbsp;o sobrinho de 4 anos&amp;nbsp;ao Simba Safári. O Simba, pra quem não sabe, é um lugar que se pode percorrer de carro, bem devagarinho, no meio de bichos de zoológico que andam soltos: macacos, zebras, leões, tigres, lhamas. E no terreiro do camelo – bem velho, carcomido e dócil – é permitido baixar o vidro e alimentar o animal. Querendo encantar o sobrinho, minha amiga deixou o camelo enfiar a cabeçorra no carro para comer amendoins na mão dela. Excitada, com uma&amp;nbsp;alegria genuína e incontrolável, ela falou: “Olha, Felipe, o camelo tá comendo amendoim!” Ao que Felipe imediatamente replicou, ligeiramente entediado: “Eu também quero amendoim”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Então, talvez tenha acontecido isso: uns viram o camelo na história da Adriana, outros viram o amendoim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Aliás, só percebi agora: homem-cão, Gregor-barata, camelo carcomido... quanto bicho&amp;nbsp;solitário nesse papo, hem?! Dá mais o que pensar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-5978385597501478556?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/5978385597501478556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=5978385597501478556' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5978385597501478556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5978385597501478556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/o-camelo-e-o-amendoim-para-nao-atolar.html' title='ilusão de ótica'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_st7w7bdNf-M/Rlc_q2bs5QI/AAAAAAAAE1Q/Qbgtekedehk/s72-c/280.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2191176009894910032</id><published>2009-09-27T22:49:00.014-03:00</published><updated>2009-09-27T23:15:39.016-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Onde mora a beleza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iPuPn9tsV2c/SnHKo1-mp1I/AAAAAAAAAH4/xt8uCwz-S30/s1600/playing-for-change.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 200px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 202px;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_iPuPn9tsV2c/SnHKo1-mp1I/AAAAAAAAAH4/xt8uCwz-S30/s200/playing-for-change.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Foi entrar no hiperlink da turma do &lt;strong&gt;Playing For Change&lt;/strong&gt; e veio a recompensa: reconhecer onde, afinal, mora a beleza. O movimento é uma originalíssima iniciativa de um grupo de jovens que percorrem diversos países com um estúdio de gravação portátil para juntar vozes e instrumentos&amp;nbsp;de gente desconhecida em um mesmo tema musical. Depois, põem o resultado na internet. Vivem de doações espontâneas e de um ou outro show em que conseguem juntar parte daqueles joões-ninguéns – que, apesar da notoriedade que possa advir do espetáculo, não perdem sua condição de joão-ninguém; não têm cabelo bonito, alguns nem dentes têm. Não dá foto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabe aqueles caras que ficam em certas esquinas e corredores de metrô, tocando por um trocado? Então. Do velho negro da Lousiana ao alemãozinho magro e tímido, do compenetrado grupo de percussão indígena ao rechonchudo coral africano, passando por Barcelona e Paris, quintais de favela, apartamentos apertados, chão de cimento, calçadão latino-americano, uma fria praça que já foi soviética – todo o mundo aparentemente desimportante está lá. Glorioso, concreto, destemido. Muito belo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Claro que estou falando de um conceito de beleza muito antigo,&amp;nbsp; meio que de filósofo grego clássico: a beleza diretamente relacionada ao bem e à verdade. A beleza do equilíbrio que proporciona um bem&amp;nbsp;ancestral e sem partido, de verdade transcendente, fora da lei de tribunal. Torço para que nenhuma ideologia ongueira ouse se apoderar dela, recitando blablás canastrões, tipo “a beleza vem do povo”. Pois essa turma aí, felizmente, existe e resiste para além dos maniqueísmos contemporâneos, da culpa primeiro-mundista e do populismo tropical-emergente, das cotas raciais, das cestas básicas, das bolsas-famílias. Sua condição é muito mais elementar: essa brava e bela turma não pede nada, troca: o&amp;nbsp;maior bem que possui, a capacidade artística, por umas moedas que lhe paguem o almoço. Eles e elas não são belos por vender barato. Mas porque a beleza mora dentro de&amp;nbsp;quem tem algo de bom e alguma verdade para pôr pra fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duvida? Dê uma clicadinha e aumente o som:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nh7YyoDD138"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nh7YyoDD138&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2191176009894910032?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2191176009894910032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2191176009894910032' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2191176009894910032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2191176009894910032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/onde-mora-beleza-foi-entrar-no.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iPuPn9tsV2c/SnHKo1-mp1I/AAAAAAAAAH4/xt8uCwz-S30/s72-c/playing-for-change.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6904402638283664113</id><published>2009-09-20T21:39:00.005-03:00</published><updated>2009-09-20T21:55:29.932-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;O que é que Toffoli tem?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://media-2.web.britannica.com/eb-media/40/102440-004-012C4F09.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" iq="true" src="http://media-2.web.britannica.com/eb-media/40/102440-004-012C4F09.jpg" width="161" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Meio mundo brasileiro está estarrecido com a nova reinação do presidente Lula, que indicou o chefe da Advocacia-Geral da União, José Antonio Dias Toffoli, para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal. A outra metade finge que é tudo muito natural – mas, nas entrelinhas das entrevistas, deixa escapar seu estarrecimento, pelo avesso, dizendo “que que há, tudo bem, por que não?" que se candidate uma pessoa de apenas 41 anos, sem qualquer experiência na magistratura, sem nem uma pós-graduação mixuruca em &lt;em&gt;latu sensu&lt;/em&gt;, duas vezes reprovado em concurso público para juiz, cujo grande destaque no currículo é a militância no partido do atual governo federal e, ainda por cima, condenado em primeira instância por incongruências jurídicas no Amapá (aquele estado que a gente só sabe que existe por causa do cocuruto no mapa do Brasil e porque José Sarney senatoriou-se por lá). O estarrecimento aumenta porque, apesar de Toffoli ter de ser sabatinado pelo Congresso até o final do mês, para vermos se dá conta do novo posto, a causa já é dada como ganha. Tanto que a imprensa (ou parte dela) já o trata por “ministro” nas reportagens que procuram perfilar o que poderíamos chamar de mais jovem integrante da banda brasiliana &lt;em&gt;The Supremes&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois eu digo que está na hora de parar com esses salamaleques e dizer... A VERDADE. Sim, a verdadeira verdade, nua-crua-e-perua, sobre o real motivo que contra-indica Toffoli ao cargo. Gente, na boa, vamos falar direto? Sem rodeios, transparência total? O fato é um só:&amp;nbsp;Toffoli é muito bonitinho, fofinho e gostosinho demais pra ser juiz do STF!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já imagino a cena: sessão solene no tribunal, todos togados (ai, ele de gravata e aquele drapeado todo em volta...), então dão a palavra ao emérito meretíssimo (ui, aquela voz meio-macha-meio-esganiçada de moço ainda...), o sujeito ali compenetrado (hum...), desfiando seu juridiquês mais rococó (huuummm...), argumentando, palavreando, sentenciando (minha nossa!!!) – quem é que vai levar a sério? Se bater o martelo, então... Ah, Toffoli, ninguém aqui na arquibancada se responsabiliza! Numa balada, até dá pra encarar. Mas na tribuna??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Comparado ao ministro Eros Grau, por exemplo, o que é que você acha que vai rolar com Toffoli, o homem que tem o doce do &lt;em&gt;toffee&lt;/em&gt; até no nome? Suspiros, falta de atenção, risinhos – e, no máximo, um pedido de, digamos, vistas do processo. De preferência, em sigilo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6904402638283664113?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6904402638283664113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6904402638283664113' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6904402638283664113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6904402638283664113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/o-que-e-que-toffoli-tem-meio-mundo.html' title=''/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4247966067501775009</id><published>2009-09-20T03:29:00.002-03:00</published><updated>2009-09-20T03:32:31.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 6</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Homem não gosta de ser cobrado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-- Tudo bem?&lt;br /&gt;
-- Ihh. Já vai começar.&lt;br /&gt;
-- Ô, meu bem, não fica assim. Eu só queria saber como foi seu dia.&lt;br /&gt;
-- Tá, hu-hum, ok, sei muito bem aonde você quer chegar.&lt;br /&gt;
-- Sabe??&lt;br /&gt;
-- Ô!&lt;br /&gt;
-- Como assim, meu amor? Vem cá, senta aqui, vamos conversar.&lt;br /&gt;
-- Ah, não. DR numa hora dessas?&lt;br /&gt;
-- Mas nem deu meio-dia ainda...&lt;br /&gt;
-- Tô cansado, dá licença?&lt;br /&gt;
-- ... e nem o sei o que é DR.&lt;br /&gt;
-- Discutir a Relação. Entendeu? D-R, dê-erre.&lt;br /&gt;
-- Quem foi que falou em discutir?&lt;br /&gt;
-- Você. Quer discutir quem foi que falou em discutir.&lt;br /&gt;
-- Tudo bem, entendi. Tá com fome, né? Deve ser isso. Vamos comer e conversar.&lt;br /&gt;
-- Santo deus! Será que não posso ter a minha individualidade? Minha privacidade? Um momento de silêncio e paz...&lt;br /&gt;
-- Que foi que deu em você?&lt;br /&gt;
-- Detesto cobrança. É cobrança de todo lado, o dia todo, a vida inteira. Chego em casa e o que é que eu encontro? Mais cobrança.&lt;br /&gt;
-- Mas eu fiz o macarrão do jeito que você gosta...&lt;br /&gt;
-- Tô sem fome. E acho bom nem vir com aquele papo de que teve um trabalhão só pra fazer o que eu gosto. Por acaso eu pedi?&lt;br /&gt;
-- Pedir, não pediu.&lt;br /&gt;
-- Então.&lt;br /&gt;
-- Então, o quê?&lt;br /&gt;
-- Então, não me cobre.&lt;br /&gt;
-- Júnior! Não desvia do assunto. Olha aqui, você me respeita, tá entendendo? Eu exijo, E-XI-JO, que você me diga sinceramente: como foi a prova de matemática?&lt;br /&gt;
-- Que é isso, mãe? Já tenho 4 anos e não gosto desse tipo de pergunta!&lt;br /&gt;
-- Mas eu só...&lt;br /&gt;
-- Nem vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4247966067501775009?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4247966067501775009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4247966067501775009' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4247966067501775009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4247966067501775009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/devaneio-6.html' title='devaneio # 6'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-437301013057145733</id><published>2009-09-05T16:17:00.010-03:00</published><updated>2009-09-05T19:55:23.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>salve-se marina silva</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Não é&lt;em&gt; bem&lt;/em&gt; assim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/05/jeanaquecimentodois.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" lk="true" src="http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/05/jeanaquecimentodois.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguém ainda vai dizer (se já não disse) que um dos benefícios provocados pela filiação da senadora Marina Silva ao Partido Verde, e sua iminente candidatura à eleição presidencial de 2010, foi obrigar candidatos a incluírem o qüiproquó ambiental na campanha política. Na semana passada, a mesma em que a ex-ministra do Meio Ambiente se filiou ao PV, Dilma Rousseff e Ciro Gomes agendaram visitas à Amazônia. Mais: rapidamente revisaram o palavreado de seus discursos para incluir a preocupação com o desenvolvimento sustentável — como se fosse um detalhe que houvesse escapado, assim, sem querer, da plataforma programática e de sua trajetória comprovada até o momento. Aécio Neves também vai dar um alô à floresta. Não vamos nos espantar se José Serra fizer o mesmo, nem se candidatos ectoplasmáticos do bloco dos sem-chance (mas com-balcão-de-negócios) entrarem no ar com blablablás ecológicos na propaganda política obrigatória em rádio e TV de toda quinta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muito cuidado nessa hora. A História e a experiência mostram que as coisas não são bem assim. Uma idéia, projeto ou decisão podem ser excelentes na gênese – mas, vai lá pôr em prática, e vêm nos dizer que, ora ora, não é bem assim. As relações estabelecidas logo se desestabelecem, porque, hum, não era bem assim. A palavra empenhada, então, essa nunca e em momento algum é bem assim. Aconteceu com o Bolsa-Família, com a revogabilidade do irrevogável Aloísio Mercadante, acontece com as investigações que não chegam a lugar algum. Nunca nada é bem assim naquele Brasil que chega ao poder de qualquer tipo. O efeito Marina Silva é real, concreto, irreversível. Mas nem por isso é legítimo. Entre os replicantes, falta credibilidade e sobra oportunismo. E por aí configura-se um vampirismo proto-ideológico, cujo objetivo principal é ficar bem na fita da gravação do horário político obrigatório. São pronunciamentos transgênicos de personalidades agrotóxicas. É como se Marina Silva (ao menos, no plano da relação entre o discurso e a práxis) fosse aquele suco orgânico perdido na prateleira de industrializados do supermercado, desidratados e instantâneos, acrescidos de corantes e aromatizantes artificiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não faço campanha pró-Marina. Amigos e adversários sabem que, por princípio, anulo o voto sistematicamente, enquanto ele for obrigatório. Mas isso não me impede de fazer campanha contra a agressão à nossa camada de ozônio pessoal e particular que, em algumas e felizes oportunidades, se traveste da capacidade biológica de inteligência.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-437301013057145733?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/437301013057145733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=437301013057145733' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/437301013057145733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/437301013057145733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/salve-se-marina-silva.html' title='salve-se marina silva'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4048698361075124745</id><published>2009-09-04T19:33:00.011-03:00</published><updated>2009-09-16T00:56:10.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>denaveio # 5</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;(fragmento)&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Tudo o que posso fazer é tentar explicar, mais uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;É tudo culpa do amor. Esse amor não tem nada de novo – quando tomei coragem e olhei direto nos olhos dele, veio o reconhecimento desconcertado de que ele sempre esteve lá, bem do lado, quieto, observador, paciente, esperando o momento para se manifestar. É como se o amor estivesse sentado numa velha cadeira que eu punha pra lá e pra cá, quando me lembrava dela, naqueles dias de arrumação da casa, e assim ficasse por muito e muito tempo, e só em pequeníssimos instantes improváveis resolvesse se mexer um pouco, mudando de posição, embora ainda continuasse ali, sentado, atento, olhando para mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Pois esse amor de agora levantou-se e deu dois passos curtos na minha direção. Ficou tão perto que acabou me impregnando com seu hálito fantasmagórico. O amor entrou em mim. Por isso, cada vez que estendo a mão para abrir o armário da cozinha, não somos apenas eu e minha mão que tocamos o vidro do copo, mas um pedaço do amor contido em mim naquela parte de dentro da palma da mão. O amor pregou-se à pele das minhas pernas, como uma meia de nylon que se prende nos pêlos que apontam depois de duas semanas de depilação. Quando falo, sai amor entre as palavras. Inspiro e expiro amor. Toda vez que coço a cabeça, cavoucando uma idéia, é o amor que está na ponta dos meus dedos. E então o amor se deita no meio dos meus cabelos. Durmo num travesseiro amoroso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.library.vcu.edu/pdfgif/speccoll/ba/matisse.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" lk="true" src="http://www.library.vcu.edu/pdfgif/speccoll/ba/matisse.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Dá para entender agora por que só consigo comer assim tão devagar? O amor está lá, mastigado o tempo todo, preenchendo a boca e os vãos entre os dentes, misturado à saliva, descendo pelas vísceras. Engulo tanto amor por estes dias que nem sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4048698361075124745?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4048698361075124745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4048698361075124745' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4048698361075124745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4048698361075124745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2009/09/denaveio-5.html' title='denaveio # 5'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7062978076499678954</id><published>2008-07-07T23:17:00.008-03:00</published><updated>2008-07-07T23:31:30.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>ai, phone!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-BBYyrX8gyA/SHLPka7Ub4I/AAAAAAAAAAc/zX8TI9I0i4o/s1600-h/magritte+(empire+of+lights).gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220463142686191490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" height="216" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_-BBYyrX8gyA/SHLPka7Ub4I/AAAAAAAAAAc/zX8TI9I0i4o/s200/magritte+(empire+of+lights).gif" width="140" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Dar ou não dar
uma tamancada,
eis a questão&lt;/strong&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aconteceu em menos de 48 horas.

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No domingo, dia de sol com friozinho, cidade mergulhada na aconchegante mansidão das férias, onde mais eu poderia levar a mamãe? Evidente: a um brunch numa padaria bacanuda de Higienópolis. Éramos quatro, e nos acomodamos num canto meio apertado, mas promissoramente acolhedor, ao ar livre, sob a sombra de árvores octogenárias. O problema é que, bem às nossas costas, havia um outro quarteto, barulhento – dois homens falando em inglês-de-brasileiro, dois ouvindo. Inglês-de-brasileiro, como se sabe, até que é bom: dá para dizer, dá para ouvir, e todos se entendem. Mas aqueles lá não falavam: bradavam. Gritavam e riam mais alto ainda, entre uma frase e outra, de certo muito orgulhosos de seu inglês-de-brasileiro. A padaria inteira pôde acompanhar a proposta de projeto de um certo Ronaldo (pobre e devassado Ronaldo...), com detalhes exibidos com datashow no notebook sobre a mesinha, e ainda saber as condições do negócio, os eventuais impedimentos (os corporativos e os impostos pelos impostos), as vantagens e desvantagens. Só não deu tempo de eu saber os valores: confisquei as comandas do meu grupo e voei até o caixa, ansiosa por buscar um outro lugar onde pudesse tomar café sem tampar os ouvidos.

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na segunda-feira seguinte, dia de sol com friozinho, cidade mergulhada na aconchegante mansidão das férias, onde mais eu poderia levar minha filha para almoçar? Praticidade, ora: ali mesmo onde estávamos, nos Jardins. Escolhemos um restaurante mais charmoso que caro, uma mesa de canto sob luz natural, poltronas confortáveis e longe das outras quatro ou cinco mesas ocupadas – uma ilha de privacidade para esse momento que se tornou tão raro e precioso: estar a sós, mãe e filha. Mas não tem jeito, a felicidade dura pouco. Logo se aboletou ao nosso lado, a menos de meio metro de distância, um trio de mulheres. Chamava a atenção porque as três eram rigorosamente lindas, elegantes, cabelos bem cortados, bolsas de revista – e portadoras, cada qual, de um reluzente i-phone. Mal sentaram à mesa, começaram a dedilhar seus aparelhos com uma concentração tal que, como diz mestre Werneck, fosse um ovo, nem a própria galinha se interessaria tanto. Ficaram muitos minutos assim, olhinhos cravados nas maquinetas. Quando desligaram-nas e pediram o cardápio, começou o problema no lado de cá: uma delas, capitã do time das executivas telemáticas, trombeteava tudo o que lhe parecia necessário no momento, a saber, a explicação dos pratos árabes à moça da frente (estrangeira), elogios à tradição da casa, sua esfíngica dúvida entre um chá gelado light ou uma água com folhas de hortelã. Tive que incomodar dois garçons e pedir para transportarem nossa refeição até a mesa o mais longe possível daquele vozeirão – que, isso pudemos acompanhar, só parou quando, almoço engolido, o trio voltou a sacar seus i-phones, retomando o exercício de meditação zen-internista.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E agora? O que é pior? Fazer uma refeição (ou qualquer outra coisa) ao lado de gente que só sabe apertar teclas de telefone ou conviver com gritos e uh-urros? É constrangedor, desconcertante, ver pessoas de cabeça baixa sobre celulares e e-mails que, até dez anos atrás, não faziam falta nenhuma, e a vida funcionava muitíssimo bem. Mas é exasperante ouvir homens e mulheres falando tão abusadamente alto em espaços públicos, como se aquele lugar fosse privado e isolado – o que dá vontade de lhes jogar um i-phone nas mãos, para reestabelecer um mínimo de paz sonora. Entre uma coisa e outra, dar ou não dar uma tamancada, na mais primitiva reação ao incômodo, é a questão.

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sei não, mas parece haver aí dois cacoetes de tempos ultrapassados, naquela definição de mentalidade em que Fernand Braudel cravou as “prisões de longa duração”. Nossa cultura é alto-falante quando está diante de estrangeiros (como se fossem surdos lingüísticos e, ouvindo mais alto, pudessem entender o idioma) e também pelo vício do telefone (como se a distância física pudesse ser compensada com o volume vocal). Em um caso e no outro, transpira uma inocência comoventemente terceiro-mundista. Coisa de ignorantes, no sentido mais cru da palavra. Chega a tocar o coração tamanha jequice, contrastando com notebooks, i-phones e outros ícones de uma tecnologice que, aparentemente – mas só aparentemente – promete nos levar para um estágio mais avançado. Seja lá o que isso signifique.

&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7062978076499678954?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7062978076499678954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7062978076499678954' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7062978076499678954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7062978076499678954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2008/07/ai-phone.html' title='ai, phone!'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-BBYyrX8gyA/SHLPka7Ub4I/AAAAAAAAAAc/zX8TI9I0i4o/s72-c/magritte+(empire+of+lights).gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-1619658983061682044</id><published>2008-03-13T03:49:00.017-03:00</published><updated>2009-10-02T03:39:52.943-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><title type='text'>e agora?</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_4yUj0wBY-vQ/SZoeytuWh1I/AAAAAAAAAv0/GSUT8zzvdp8/s320/duvida-cruel-02.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 258px;" /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Netbeijos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora que todos nós falamos muito mais por escrito, no vai-vem dos e-mails, beijar ficou complicado. Não sei de você, mas eu sempre me pego parada um instante no final da mensagem recebida, naquela linhazinha antes da assinatura, querendo saber. Porque um beijo escrito não é como um estalo na bochecha ou um boca-na-boca, momento de duração variável que, se for bom, adoramos lembrar. Ele está lá, grafado, bem na sua frente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://theworldofradyrgoncalves.nireblog.com/blogs/theworldofradyrgoncalves/files/pensando.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Claro que pode ser apenas aquilo que, na nossa cultura, tornou-se mera formalidade. (O brasileiro é um beijador: acaba de ser apresentado à diretora de marketing e, antes mesmo de sentar para o almoço de negócios, já vai dando dois beijinhos. Tudo muito profissional.) Mas tiremos os e-mails de trabalho, dos amigos para um chope, os recados da mamãe. Fiquemos só com “aqueles” e-mails, e aí vem a dúvida. Como mandar esse beijo? Como recebê-lo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O beijo de consoantes, por exemplo. &lt;strong&gt;Bjs&lt;/strong&gt;. Apressado, não? Em minúsculas, apressadíssimo, um espirro que escapou. Já no singular, &lt;strong&gt;bj&lt;/strong&gt;, confirma a máxima de que menos é mais: um beijo só sempre tem algo de específico, uma única tentativa para atingir o alvo. O que desanima é ser pequenino, acanhado. Só melhora se ganhar uma letra e virar &lt;strong&gt;bjo&lt;/strong&gt;. Se for &lt;strong&gt;beijim&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;beijoca&lt;/strong&gt;, melhor esquecer o xaveco. A não ser que a idéia seja sair com uma pessoa que guardou, no fundo do coração, todos os programas da Xuxa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Beijinho &lt;/strong&gt;é bonitinho, suavezinho, delicadinho: ou seja, não vai rolar. &lt;strong&gt;Beijão&lt;/strong&gt; é esportivo, todo saúde, recém-saído da academia. Se passar de um bom papo, é lucro. Mas o que cria mais embaraço é o beijo gritado, espichado numa sucessão de “os” que lembram bocas escancaradas. Ainda mais se vier todo em maiúsculas, com pontos de exclamação: &lt;strong&gt;BEIJOOOOO!!!!!&lt;/strong&gt; Dá até medo: isso tudo é paixão ou um show da Ivete Sangalo? Quanto ao &lt;strong&gt;bjux&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;bêjuz&lt;/strong&gt; e outras macaquices de orkut, não passam credibilidade. Parece que têm vergonha de beijar direito. Ctrl+Alt+Del neles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Beijo bom de escrever, e principalmente de ler, convenhamos, é o beijo por extenso. Não se encolhe nem desanda. Vem inteiro, assumido. No plural, pode ser só amistoso – mas a coisa promete. No singular é mais íntimo, quase sussurra. Seguido de ponto final e sem assinatura, então, é de arrepiar. Tanta firmeza só pode vir de quem sabe muito bem do que está falando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seja como for, a delícia do beijo escrito é que ele tem validade indeterminada. Se, como nas antigas cartas de amor, em que as palavras eram derramadas à mão, quem escreve beija uma vez só, quem lê pode ter esse beijo sempre que quiser. Basta reler a mensagem para ganhar de novo aquele carinho e ser novamente beijada, a qualquer hora do dia, de noite, na madrugada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez guardá-lo numa pasta de arquivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quem sabe, nomeá-la com um codinome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-1619658983061682044?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/1619658983061682044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=1619658983061682044' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1619658983061682044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1619658983061682044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2008/03/denaneio-4.html' title='e agora?'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4yUj0wBY-vQ/SZoeytuWh1I/AAAAAAAAAv0/GSUT8zzvdp8/s72-c/duvida-cruel-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-3850475232215392078</id><published>2008-02-08T02:40:00.001-02:00</published><updated>2009-08-09T03:14:48.363-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>tá rindo de quê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O povo não é Globo, abaixo a Rede Bobo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://reparent.blog.uvm.edu/images/HiStan.jpg" border="0" /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Exibir uma cena de estupro, mesmo que na esfera ficcional da novela das 8, já seria de espantar. Mas na quinta-feira, 7/2, a Rede Globo de Televisão fez mais: salpicou detalhes do que, pelo visto, autores, diretores e alguns outros horrores da emissora imaginaram ser "um toque de humor".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A moça estuprada (personagem do octogésimo escalão, misto de dançarina de boate e garota de programa) implora – "Não, por favor, não!" –, mas vão rasgando a roupa dela, tampando a boca, amassando o rosto. Ela é procurada por uma "colega de profissão" atabalhoada (como se sabe, puta de novela sempre tem ares de moça sonsa de internato) e pelo dono da boate (que, também seguindo a tradição teledramatúrgica brasileira, é a mais embolorada caricatura do homossexual). Lanterna em punho, indo por um matagal, ambos são acompanhados por um fundo musical em andamento &lt;em&gt;allegro&lt;/em&gt; (sambinha com gemidos de cuíca, bem malemolente). Ao achar a moça estuprada, a primeira providência do dono da boate é lascar uma bronca: "Quem manda andar por aí no meio do mato?" Quando a vítima, atordoada, diz não se lembrar do que aconteceu, ele desmunheca: "Como é que pode, mulher?! Não lembra nem se foi bom ou foi ruim? Mas que desperdício, meu Deus..." E fecha a cena com senso prático: "Bora pra casa, tirar essa nhaca."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O que explica que uma aberração dessas seja elaborada, escrita, ensaiada, realizada e veiculada?
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Imagino os atores lendo o &lt;em&gt;script&lt;/em&gt; que receberam dias antes de gravar a cena. Imagino a equipe técnica, os motoristas, as copeiras. As camareiras, os iluminadores, os eletricistas. O resto do elenco. Renato Aragão e seu sorriso derretido de criança-esperança. Caco Barcellos e outros bambas do &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;. A turma de repórteres de Brasília, as fontes que são entrevistadas. Imagino a cara de Roberto Irineu Marinho. Dos patrocinadores também.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Devem estar todos drogados. Engoliram tanta cerveja-do-baixinho-zeca-que-desce-redondo-entre-bundas-de-plástico, regurgitaram tanto BBB esses anos todos, respiraram tanta vulgaridade e ignorância que se acostumaram. Se intoxicaram e entraram em coma. Vivem de olhos fechados. Mantidos por aparelhos full digital tv.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem topa ir lá comigo puxar o tubo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PS. Esclarecimento para quem não havia nascido no tempo em que o público tinha valores, opinião própria e a chamada vergonha na cara: qüiproquoei no título com a palavra de ordem "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo", gritada nas manifestações populares de São Paulo do final da ditadura, em 1970 e tanto, quando chegavam os carros de reportagem da emissora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-3850475232215392078?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/3850475232215392078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=3850475232215392078' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/3850475232215392078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/3850475232215392078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2008/02/t-rindo-de-qu.html' title='tá rindo de quê?'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-5118800725964392277</id><published>2007-11-06T02:42:00.003-02:00</published><updated>2009-08-09T03:25:54.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>abominável mundo novo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:180%;"&gt;Tinha um Brasil no meio do caminho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;

&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O &lt;strong&gt;qüiproquó&lt;/strong&gt; estava belo e adormecido, por questões acadêmicas da autora, quando foi despertado por um pesadelo da vida real – e, por isso, volta a publicar. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deve ter sido castigo dos deuses antigos (meu mestrado é sobre teatro), daqueles com pássaros agourentos lá em cima e gemidos do coro aqui em baixo. Quem mandou eu sair da proteção do refúgio doméstico e do aconchego intelectual para cair na mais perversa crueza que a sociedade brasileira pode produzir, e que vem a ser a tragédia de se estabelecer contato direto com a realidade da sociedade brasileira?
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois fui almoçar em um shopping. Tudo bem, podem rir. Quando terminarem de gargalhar às minhas custas, saibam mais. Em minha defesa, é preciso dizer que não fui pelo almoço no shopping em si, mas pela companhia que me aguardava lá, a Ana Maria, amiga do coração que eu não via há uma eternidade e meia. O endereço era conveniente para nós duas, o horário idem, e por se tratar do Villa-Lobos – shopping pequeno, pouca muvuca – parecia que entraríamos e sairíamos de lá ilesas. Aconteceu, porém, que na hora de ir embora, enquanto caminhávamos calmamente e a Ana Maria tentava me convencer de que o Brasil, afinal, não é assim um lugar tão ruim para se viver, olhamos o chão e paramos estateladas. Olhamos uma para a outra sem palavras, perplexas. Voltamos a olhar o chão. Olhamos de novo uma para a outra. É que tinha um cocô de cachorro no meio do caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.hostinghelps.com/velvetvixxen/snoopy.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FcgqOG6pbUo/SKxb2h_IkiI/AAAAAAAAAmY/Hro5Ba7i89w/s400/Snoopy+1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FcgqOG6pbUo/SKxb2h_IkiI/AAAAAAAAAmY/Hro5Ba7i89w/s400/Snoopy+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Isso mesmo: um vistoso monte de merda, depositado no mármore branco do corredor. Um casal tentava desviar dali os passinhos incautos dos dois filhos pequenos. O segurança, falando baixinho no rádio e olhando feio pros lados, tentou pôr ali perto uma lixeira, provavelmente para remediar a situação enquanto aguardava que alguém do pessoal da limpeza corrigisse aquele qüiproquó sócio-cultural. Mas a escultura fecal estava bem próxima dos elevadores que despejavam, naquele exato momento, mais uns tantos incautos, e a lixeira foi rapidamente retirada pra ninguém tropeçar. Ficamos, a Ana Maria e eu, observando. O segurança, talvez temeroso por acabar provocando a indignação dos clientes que chegavam pelo elevador, ficou na dele. Talvez torcendo para que, dos estragos, acontecesse o menor – tipo um Nike embosteado, cujo dono só se daria conta quando o pessoal das outras poltronas do cinema começasse a fungar e a olhar feio pra ele.
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ana Maria, claro, parou de defender o país, por falta de comprovação empírica de suas teorias sobre a boa alma do nosso povo. Eu corri de volta pra casa. Mas corri matutando.
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vejamos quais seriam os argumentos de quem acha que estou apenas envelhecendo, o que acentua meu desencaixe neste abominável mundo novo. À pergunta "quem disse que o cocô era de cachorro?", respondo: as evidências saltavam aos olhos, às vezes até latiam, tantos eram os clientes que resolveram levar seus totós para dar um rolê no shopping naquele feriado. De mais a mais, é pouco provável que uma criança tenha baixado as calças para atender ao chamado da Natureza no espaço público, ou que a urgência tenha acometido um adulto. Quer dizer, acho...
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro argumento: "essas coisas acontecem, coisa mais natural, que é que tem?" Pois digo que "essas coisas" só acontecem quando a incivilidade se estabelece e entra, impregnada, no cotidiano. A pessoa que não recolhe as fezes de seu animal do chão em que todos pisam não é apenas mal-educada. É individualista. É arrogante. É agressiva – daquelas que fazem questão de deixar sinais de sua agressão aos outros. Essa pessoa não tem civilidade porque ignora a existência de tudo e de todos que estão além dela própria – gente, ambientes, ocasiões. E, paradoxalmente, apesar de enxergar só a si mesma, ela não está sozinha: circulam por aí milhares de brasileiros e brasileiras que acham "tudo bem" transgredir. São autistas sociais.
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cocô no chão do Shopping Villa-Lobos não chocou apenas por ser um cocô no chão do Shopping Villa-Lobos. Essa história não tem caráter episódico, isolado, não é "coisa que acontece". É uma atitude, uma postura. Aconteceu porque, na outra ponta da coleira, havia um Brasil. E bem ali no meio do caminho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-5118800725964392277?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/5118800725964392277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=5118800725964392277' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5118800725964392277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/5118800725964392277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/11/abominvel-mundo-novo.html' title='abominável mundo novo'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FcgqOG6pbUo/SKxb2h_IkiI/AAAAAAAAAmY/Hro5Ba7i89w/s72-c/Snoopy+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-9123984706659864509</id><published>2007-09-03T17:15:00.000-03:00</published><updated>2007-09-03T17:21:08.528-03:00</updated><title type='text'>bons sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.terigalleries.com/images/salvati/Snow-White_lg.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.terigalleries.com/images/salvati/Snow-White_lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Caros leitores,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;o qüiproquó vai dormir por um tempo, enquanto termino meu mestrado. Mas logo-logo vou despertar, como nos contos de fadas: com um beijo do amor verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;Até breve!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-9123984706659864509?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/9123984706659864509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=9123984706659864509' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/9123984706659864509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/9123984706659864509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/09/bons-sonhos.html' title='bons sonhos'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7852125260500875373</id><published>2007-07-19T02:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T03:37:22.187-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'>tsc, tsc, tsc</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mal feito? Bem feito!&lt;/span&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;Sempre tem alguém fazendo péssimo uso de algo que pode ser bom. Aconteceu com o avião (imediatamente posto a serviço da guerra, para desgosto de Santos Dumont), a energia atômica (para constrangimento de Albert Einstein, por motivo idêntico) e a bermuda (abominável em qualquer pessoa com mais de 5 anos de idade). Com a Internet, claro, não seria diferente.
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vírus, roubos de senhas, lendas urbanas, difamações, "poemas" de Clarice Lispector, "pensamentos" de Shakespeare, crimes agendados no orkut – exemplos de barbaridades internéticas não faltam. Mas tudo fica ainda mais grave e preocupante quando é literalmente vendido como notícia, como verdade. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como era de se esperar, nesta terça-feira, 17/7, o acidente do avião da TAM em São Paulo - que desde a explosão foi considerado o maior da história da aviação comercial brasileira, pelo aterrador número de vítimas – ocupou praticamente todas as páginas de entrada dos portais jornalísticos. A imprensa cumpria seu papel e, além de cobrir a tragédia, tratou de buscar o máximo de imagens e detalhes que pusessem o público a par do que realmente estava acontecendo em Congonhas, levando-se em conta que a companhia aérea demorava a dar informações sobre os passageiros. E no afã de colocar no ar tudo e um pouco mais, o UOL cometeu a gafe do ano. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://pittsburgh.metblogs.com/archives/images/2007/05/strangelove.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://pittsburgh.metblogs.com/archives/images/2007/05/strangelove.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pra quem não soube: o portal da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; convidou internautas para enviar imagens do acidente. Uma delas impressionou tanto a redação que foi pra home, em destaque: uma pessoa, braços abertos, se jogava do prédio em chamas. Forte, sim – não fosse uma fotomontagem. Quem percebeu? Óbvio, outros internautas. No dia seguinte, o UOL tacou lá um "Erramos" muito do mixuruca: sem explicação alguma, mas tão cheio de detalhes sobre horários do entra-e-sai da foto que é de se perguntar por que o UOL não aplica esse rigor todo na apuração dos fatos, antes de passar bobagens para a frente. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os protestos de quem logo percebeu ser a imagem "uma montagem grosseira" foram tantos que chegaram à ombudswoman do site, Tereza Rangel. Em seu blog, espécie de balcão de reclamações, Tereza postou o qüiproquó sob o titulo "Farsa em destaque", comprovou a fraude e anexou uma carta de Rodrigo Flores, gerente geral de notícias do UOL. Como se pudesse justificar o injustificável, Flores reconhece o erro, mas faz ressalvas às críticas sob uma argumentação mais furada do que a foto que não era foto: "Acho excelente o debate público", diz a carta, e note-se a graça da palavra excelente – "sobre a geração de conteúdo na Web. Qual o papel do internauta? De passividade ou interatividade? Fico com a segunda opção. Há fotos de qualidade jornalística e depoimentos ricos enviados para o UOL - material esse que complementou o que vinha sendo produzido pela redação. A gerência geral de notícias do UOL acaba de dar início a esse processo, a meu ver irreversível, de incorporar conteúdo gerado por internautas. Contudo, precisamos aperfeiçoar muito os nossos filtros e procedimentos. Certamente tiramos lições valiosas desse episódio." &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, ficam os assinantes do UOL avisados que estão pagando para ver e ler conteúdo cheio de "interatividade", cujos "filtros" serão "aperfeiçoados" – só não se sabe se a interatividade trocada com amadores se estenderá a declarações, mais difíceis de checar do que imagens fajutas. Porque o debate é "excelente" (pra quem?), porque as lições do episódio são "valiosas" (ah, é??) e a "tendência é irreversível" (céus, estamos todos condenados!!!). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O UOL, claro, não é o único a fazer mau jornalismo. Salvo honrosas e bem-sucedidas exceções, a porção imprensa que se encontra na net é assustadoramente ruim. Sabe-se de redações que não têm sequer um repórter na rua, mas uma redação ligada no noticiário de rádio e televisão. Ou seja: são piratas do trabalho alheio, catando de graça a notícia que os outros investem para buscar. Contrabandeiam conteúdo nacional e estrangeiro, isso quando não se bastam apenas em replicar press releases, boletins oficiais, assessores de imprensa, porta-vozes... Essas empresas não querem gastar dinheiro com reportagem. Não sabem fazer conta de menos, só conta de mais - pois sabem cobrar de assinantes e anunciantes. Podiam fazer um curso rápido de divisão e, surpresa!, obter a multiplicação. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que permitiu a publicação incauta da foto de araque na home do UOL não foi a tendência de um "processo irreversível" de participação do internauta no conteúdo. Até porque só é tendência pra quem não enxerga o negócio a médio e longo prazos. Não funciona. A Wikipedia está aí para provar: mal foi lançada, foi tomada por gente escrevendo baboseira e empresas fazendo propaganda de produtos e serviços. O destaque para aquela fotomontagem também não foi só mau gosto de um certo Junior Ferrarye, o mané (ou manéia, na net nunca se sabe) que se aproveitou de uma gigantesca tristeza nacional para fazer uma, digamos, pegadinha. Não sendo o dito mané jornalista, e pelo jeito nem cidadão, como poderia imaginar que há balizas éticas na veiculação de informações jornalísticas, na rua, na vida? &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que permitiu aquela aberração não foi nem mesmo a incompetência de quem postou uma imagem falsa. Não: foi a ganância. Os gananciosos que tocam algumas empresas de comunicação acreditam que é possível produzir conteúdo a custo zero, e ainda lucrar com isso. Apressados no tecla-tecla do palm-top, calculam rapidinho o que vão ganhar, mas não se preparam para o que podem perder. O quê? Credibilidade. E se algum deles não souber ao certo o que credibilidade quer dizer, os publishers mais antigos e experientes pacientemente podem traduzir: no final das contas, significa dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7852125260500875373?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7852125260500875373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7852125260500875373' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7852125260500875373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7852125260500875373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/07/mau-negcio-vio.html' title='tsc, tsc, tsc'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-1768023643070427432</id><published>2007-07-15T05:39:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T11:47:04.769-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><title type='text'>humbertianas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;"Renan dá uma boiada pra não sair."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-1768023643070427432?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/1768023643070427432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=1768023643070427432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1768023643070427432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1768023643070427432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/07/humbertianas.html' title='humbertianas'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6207768183946416784</id><published>2007-07-13T02:20:00.001-03:00</published><updated>2009-09-07T02:24:50.978-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://cgfa.sunsite.dk/hopper/hopper8.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://cgfa.sunsite.dk/hopper/hopper8.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 180%;"&gt;&lt;strong&gt;o amor de madrugada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;nisso sou careta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;amor pra mim vem do cochilo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;vem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;da vigília &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;do sono caramelado &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;nisso sou suspeita &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;amor pra mim é rua estreita &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;janela aberta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;um quarto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;desarrumado &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;nisso sou pessoa, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;maiacóvski, leoa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;e este cacho de cabelo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;desapontado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(depois da esgrima de haikais entre Paulo e Alice)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6207768183946416784?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6207768183946416784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6207768183946416784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6207768183946416784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6207768183946416784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/07/devaneio-3.html' title='devaneio # 3'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-866597750281899380</id><published>2007-07-02T01:32:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T16:03:19.429-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://odisseus.blogs.sapo.pt/arquivo/marc_chagall_geburtstag.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://odisseus.blogs.sapo.pt/arquivo/marc_chagall_geburtstag.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 180%;"&gt;&lt;strong&gt;seus beijos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;recebi 287 beijos seus&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 assombramentos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 pensamentos secretos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;uma janela assaltada, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 cacos de vidro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;pedras de granizo: 287 raios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 sopros de Miles Davis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 sombras de Caravaggio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 colheres de sobremesa de açúcar mascavo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 recados guardados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 silêncios no escuro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 gotas de sangue escorrendo pelas minhas pernas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;demorei para receber seus 287 beijos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;minhas 287 vontades inconfessas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 montanhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 pêlos eriçados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 estalos de madeira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 números de telefone&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;uma palavra de 287 palavras 287 chances desenhadas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 grãos de feijão para escolher sobre a mesa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;cada grão é uma lembrança redonda e recolhida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 130%;"&gt;287 horas de meio sono, na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;saiba que recebi, sim, seus 287 beijos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;aqui&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-866597750281899380?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/866597750281899380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=866597750281899380' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/866597750281899380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/866597750281899380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/07/devaneiro-2.html' title='devaneio # 2'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7561267439613927961</id><published>2007-06-30T17:01:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T02:26:47.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'>muito além do sétimo dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O mínimo, que pena, é menos &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;Na sexta-feira, 29/6, o site &lt;strong&gt;nominino&lt;/strong&gt; publicou sua própria nota de falecimento. Após cinco anos, 150 mil assinantes e média de 3 milhões de acessos/mês, saiu do ar. Não por falta de repercussão, nem (como sabemos) por falta de qualidade dos artigos publicados, de exercício da inteligência, de notícias que o piloto automático da imprensa despercebe, da tão necessária digressão a partir do cotidiano. Foi por falta de grana mesmo. Investimento, patrocínio, anunciantes.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A excelência do site não se dava pela uninamidade de conteúdo. Publicaram-se ali a diversidade, o contraditório de pensamento, a possibilidade de confrontar raciocínios, e de o leitor chegar à sua própria conclusão. Pensar é mesmo coisa para poucos. Se olharmos em perspectiva histórica e universal, sempre foi, e só foi nessa quem quis. O bom da primeira metade do século 20 é que esse privilégio – o acesso ao confronto de idéias para uma auto-reflexão da sociedade – parecia poder se estender a muitas pessoas mais. Jornal, revista, rádio, televisão: com o desenvolvimento dos suportes de mídia, mais gente podia se dar o prazer de pensar. O ruim da segunda metade do século 20 é que surgiu um desvio da palavra "mercado": no negócio da indústria da informação, tudo o que poderia se multiplicar para responder às diversas vontades do público passou a ser rasteiramente reduzido e manipulado em favor de uma direção que se supôs única. Como se o público fosse monolítico, chefetes do marketing e da administração de empresas entenderam que só a maioria é que conta. E como a nossa maioria, desafortunada e institucionalmente, é ignorante...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Estou convencida de que não é só a maioria que conta, mas o contraste da maioria com as minorias. Isso é que faz a vida ser interessante. Enquanto empresas de comunicação e anunciantes pensarem que só o BBB e a última peruca das Spice Girls é que dão audiência, não vão apenas contribuir para aumentar a ignorância, o afundamento do senso crítico e o embotamento do desenvolvimento intelectual, econômico, social e político. Se ainda não se tocaram, essas empresas vão perder dinheiro. Sim: qualidade dá dinheiro. Mas precisa de vontade política, visão, ousadia.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Viúva de &lt;strong&gt;nominimo&lt;/strong&gt;, prateio meus defuntos e só não jogo um cacho de cabelo no rio, como em uma orestéia, porque sei que, onde estiverem, eles ainda continuarão pensando&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Já aprendi que se desfaz a matéria, o corpo, a voz, o tempo e o lugar – mas o pensamento sempre existe e existirá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7561267439613927961?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7561267439613927961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7561267439613927961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7561267439613927961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7561267439613927961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/06/muito-alm-do-stimo-dia.html' title='muito além do sétimo dia'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4797903323170090747</id><published>2007-06-26T03:20:00.000-03:00</published><updated>2007-11-09T14:12:44.637-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>mulherzinhas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A tradição, a família e o pasto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Cherche la femme&lt;/em&gt;, o velho conselho que espasma na tradição universal dos escândalos político-financeiros (se me permitem o pleonasmo na palavra dupla), agora se mostra insuficiente para quem quer acompanhar o imbróglio Renan Calheiros. Insuficiente, não: inútil.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em vez de averiguarmos o que realmente interessa para o Brasil – se o presidente do Senado recebeu dinheiro de uma empreiteira, e quanto, quando, por quanto tempo, em troca de quê –, duas brasileiras espanam as penas, sobem no salto quinze e ocupam o palco midiático para encenar um melodrama. No mesmo final de semana, a matriz, Verônica Calheiros, falou ao jornal &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;, enquanto a filial, Mônica Veloso, abriu o coração para a &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tentaram, cada qual no &lt;em&gt;script&lt;/em&gt; que escolheram desde quando ainda eram atrizes amadoras, recitar um texto que transforma a suspeita de corrupção no altíssimo escalão do governo em mera picuinha de alcova. Mas, feito veteranas de circo mambembe, sabem muito bem que estão fazendo outra coisa: política.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não essa política de gabinetes, de corredores, a política visível dessa triste Brasília. A política destas mulheres é menos óbvia. Mais arraigada, atávica, antigona, ancestral. Mais cotidiana, mais miudinha – e, por isso mesmo, muito mais danosa que qualquer sessão parlamentar. Aparentemente adversárias, esposa e amante estão apoiadas no mesmíssimo princípio institucional, reforçam as mesmíssimos premissas e agarraram-se à mesmíssima prática para a preservação do equilíbrio estrutural de um sistema que agoniza, mas não morre nunca: o casamento fundamentado na aliança encapada pelo amor burguês. Coisa de mulherzinha, no pior sentido da palavra.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.jullyeivan.blogger.com.br/bolo.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px" height="273" alt="" src="http://www.jullyeivan.blogger.com.br/bolo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro, Mônica – afinal, alguém contou a alguém, que contou pra todo mundo, que ela recebia, das mãos de um lobista de empreiteira, 12 mil reais por mês, em dinheiro vivo, a título de pensão por conta de um exame de DNA - põe danoninho aí! Os bois do senador talvez até dessem para o pasto, mas não deram para o gasto segundo contas feitas pela imprensa e pela Polícia Federal. E lá veio ela: cabelos alinhados, nem uma lágrima a ameaçar o rímel impecável. Disse que, no início do envolvimento com o senador, acreditou que ele era "separado" – como se algum jornalista de Brasília, como ela foi, não pudesse descobrir informação tão prosaica em um rápido telefonema. Da parte dela, parece que rolou, além de tubos e tubos de &lt;em&gt;mascara waterproof&lt;/em&gt;, muito amor, muita inocência. Da parte dele, muita grana, pelo menos para os padrões da maioria dos contribuintes: um acordo de 100 mil reais, fora a pensão de 134 mil ao ano. Fazer o quê, né? Quem sabe posar nua para uma revista – "dependendo da proposta" – e aguardar um convite para ter um programa de televisão, desejo confirmado ao vivo no programa de Hebe nesta segunda-feira, 25/6.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois, Verônica – ah, Verônica... Nordestina que acima de tudo é uma forte, lá veio ela também, sorriso brando de quem está dois degraus acima, confidenciar que "homem é mesmo muito besta". Acha que o marido foi vítima, disse que vai lutar "pela família" custe o que custar - manchetes, escândalos, pensões ajuizadas, conselhos de ética, bois, açougues. De tão aborrecida, contou que até engordou 20 quilos – mas alguém prestou atenção no decote dela na foto do Estadão? (Na próxima vez que eu engordar, quero ficar assim: sem medo de ser, e parecer, feliz.)
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em comum, ambas têm mais do que o &lt;strong&gt;ônica&lt;/strong&gt; do nome. Pois a política de Verônica e Mônica é uma mesma política perversa, por dois motivos. Primeiro, porque se dá no plano social mas é fundamentada no fortalecimento do plano doméstico, privado. Uma está casada com o casamento, a outra também – pelo avesso, mas está. Não fosse esse apego à instância do casamento, nem Verônica se acharia confortável para passar recibo de traída light, e ainda ficar bem na foto, nem Mônica teria como negociar condições tão favoráveis na Vara de Família e sair atrás de, digamos, um novo futuro. O segundo motivo dessa perversidade é que, tendo perspectiva doméstica e privada, essa política compartilhada por ambas é necessariamente mesquinha; e, assim, colabora para turvar o interesse público num qüiproquó que, ao final, ameaça não dar satisfação alguma a quem paga a conta – nós, cidadãos.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tenho medo delas. Tenho vergonha, mas tenho mais medo de pessoas que vivem como elas. Porque cada vez que uma mulher mostra o quanto é pequenininha, sinto-me uma rês descarnada. Pastando ao lado de Renan e de tantas outras bestas que vagam soltas por aí, por motivos diversos e até mesmo opostos, mas atravessando o tempo, o espaço e a esperança de percorrer alguma história que faça sentido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4797903323170090747?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4797903323170090747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4797903323170090747' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4797903323170090747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4797903323170090747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/06/mulherzinhas.html' title='mulherzinhas'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2961055141450995338</id><published>2007-06-01T16:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T01:02:23.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>reinações brasilianas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;GOD SAVE US!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div&gt;&lt;div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Você consegue viver sem agenda? Digo: sem saber o que precisa fazer amanhã, depois de amanhã, na semana que vem, daqui a quinze dias, no final do mês? Nem o mais folgado dos adolescentes sabe se situar no mundo sem planejar a balada do próximo sábado. Nem a mais desocupada perua de shopping vê sentido na vida se não programar seu circuito de compras. Uma reunião de trabalho, as aulas de um curso, uma visita aos parentes, o chope com os amigos a tal hora em tal dia e em tal lugar – ninguém vive sem antever o que vai fazer nos próximos dias. Ninguém consegue viver sem agenda. Só o presidente Lula consegue. &lt;a href="http://www.bricabrac.com.br/reizinho_02.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.bricabrac.com.br/reizinho_02.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Um clique no site do Gabinete da Presidência da República na quarta-feira passada mostrava que a "Agenda" do presidente ia somente até quinta, dia de um único compromisso: embarque para Londres. A partir daí, nada estava programado, nem mesmo o que o presidente faria na Inglaterra. Como "a divulgação da agenda diária de compromissos do Presidente da República é de responsabilidade da Secretaria de Imprensa e Porta-Voz da Presidência", segundo aviso do próprio site, clica-se aqui e ali, atrás de alguma informação – e nada.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Descobre-se, porém, as incumbências do Gabinete Pessoal da Presidência: "Órgão considerado essencial na estrutura da Presidência da República, o Gabinete Pessoal presta assistência direta e imediata ao Presidente no desempenho de suas funções. Tem como atribuição coordenar as atividades de agenda do Presidente, que compreendem despachos, audiências, participação em eventos oficiais e sociais e a programação das viagens e visitas, no País e no exterior. Para tal, transmite aos órgãos envolvidos nos eventos a orientação necessária à preparação e execução." Ou seja, era dali que deveriam partir as informações sobre a programação de Lula. No "Quem é Quem" do gabinete, inclusive, há uma equipe e tanto: cinco pessoas lotadas em Brasília, duas em São Paulo, duas na Secretaria Particular, oito no Cerimonial, três na Diretoria de Documentação Histórica e quatro na Ajudância-de-Ordens. Mas nada consta na agenda de viagem do presidente. Devem estar todos muito ocupados.

&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas basta um clique na agenda de hoje, 1º de junho, e vem a resposta: o presidente foi a Londres... assistir ao amistoso da Seleção Brasileira com a Inglaterra em Wembley! Claro que não foi assim, a seco: havia lá um almoço na embaixada do Brasil e duas entrevistas (ao &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt; e à TV &lt;em&gt;Al-Jazeera&lt;/em&gt;) antes de Lula seguir ao estádio. Para amanhã? Nada previsto. Depois de amanhã? Neca também. Não há nada publicado na agenda do presidente do Brasil ao longo de todo o mês de junho.

O máximo que Lula fez fora da programação foi responder às perguntas de jornalistas brasileiros sobre o ataque do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que acusou o Congresso brasileiro de papagaiar imperialistas americanos, só porque parlamentares brasileiros pediram que ele revogue a cassação do sinal da RCTV. Não gastou muito tempo com qualquer indignação. "Chávez tem que cuidar da Venezuela e eu, do Brasil", respondeu, para ir logo ao que interessa: elogiar o jogador Kaká, analisar a Seleção e dar seu palpite de 2 a 0 para o Brasil.

Também acho que Lula tem mais é que cuidar do Brasil – e poderia começar por ficar aqui e dar atenção aos problemas graves da temporada. Mas com o presidente do Senado sob investigação, crise na Polícia Federal, escândalos de desvio de verbas que já ameaçam a lisura do recém-nascido PAC, eis que Lula sai do país para assistir a uma partida de futebol. Isso não é um direito, é um privilégio. Não é prerrogativa do cargo, é abuso.

Além disso, um estadista ter uma agenda publicamente vazia, como um cardápio a la carte... God save us!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2961055141450995338?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2961055141450995338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2961055141450995338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2961055141450995338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2961055141450995338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/06/reinaes.html' title='reinações brasilianas'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7860199504482357178</id><published>2007-06-01T01:59:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T01:05:13.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>classe média-média</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Camundongos que rugem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pessoas da minha geração estão desconcertadas ao ver o que se tornou o movimento estudantil. Isso, claro, entre aqueles que acham que o movimento estudantil se tornou alguma coisa. Eu tenho cá minhas dúvidas. Pra mim, a ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo que estudantes, funcionários e, digamos, "visitantes" promovem há um mês não passa de uma demonstração do quanto a classe média se tornou ignorante, tola e mal-educada.
&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;
&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ignorância.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; A maioria desses moços, pobres moços - mas que não são moços pobres – ignoram as vantagens de se viver em democracia. Nem imaginam como foi difícil conquistar o estado de direito. Não sabem como era ruim ter bibliotecas censuradas, ser fichado pelo DOPS para poder alugar um apartamento, perder colegas e professores que desapareciam literalmente da noite pro dia, ser revistado a qualquer hora, apanhar e correr de cavalos e bombas de gás lacrimogênio. Só um mané criado a todinho, que nunca levou bronca da mamãe, pode desejar conflitos em plena democracia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;a href="http://img204.imageshack.us/img204/2998/jerrylewisme7.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img204.imageshack.us/img204/2998/jerrylewisme7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esses moços e moças também não sabem como era angustiante ir às assembléias e ver a manipulação descarada das várias correntes políticas – cada qual saindo no tapa pra ver quem era mais socialista, progressista e "humanitário" – e as contradições programáticas, os discursos cheios de clichês, a catequese doutrinária. Não imaginam como era doloroso ser discriminada pelos rascunhos de machos, de direita e de esquerda. Nem sonham como verdadeiramente sonhávamos em ter, um dia, ambiente político e social para discutir com firmeza e educação direitos, deveres, projetos, reivindicações. E quando pensávamos que finalmente tínhamos conquistado o caminho da cidadania e da civilidade para tratar dos interesses da população...
&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;A tolice.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Nessa macumba armada na Cidade Universitária, e clonada em outros campi, moços e moças como que incorporam almas penadas de gente que tanto penou na repressão dos tempos da ditadura: arreganham os dentes, fazem ameaças e gritam palavras de ordem. Só que é contra o vazio dos dias gelados da temporada. Não há rigorosamente ninguém lá para enfrentá-los. Na quarta-feira, 30/5, havia até policiais de trânsito zelando pela segurança dos manifestantes que caminhavam por uma avenida, desviando os carros.
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Vai ver, foi por isso – pela busca desesperada de um antagonista, de visibilidade e, pôxa gente!, um pouco de ação nessa vida boa e pacata –, vai ver foi por isso que a turba resolveu sair em passeata até o Palácio do Governo. Lá, na Cidade Universitária, não rola: professores sacudiram os ombros, servidores esfregaram as mãos (não era exatamente por causa do frio) e tudo ameaçava cair no cansaço, no esvaziamento e na pura falta do que fazer. Assim, o negócio era incomodar a população. Conseguiram parar a cidade na quinta, 31/5. Mas será que nenhum amestrador-de-estudante se tocou de que, desse jeito, perde-se qualquer possibilidade de apoio do resto da sociedade? Os contribuintes – toda aquela turma que vive pra lá da raia olímpica, incluindo os que que ralam para pegar quatro ônibus por dia – não gostaram nada disso, Zé Colméia!
&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;
&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A má educação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Esses adolescentes que resistem tanto para entrar na vida adulta parecem crianças mimadas que se jogam no chão e berram se não ganham o doce. Pouco se importam que, no caso, o doce seja um sorvete com uma bola sabor erário e outra sabor privilégios – mamãe, eu quero! Não parecem preparados para sentar à mesa de discussão e entabular um debate inteligente, como gente grande. No meu tempo, saber como o dinheiro público é aplicado seria um ato revolucionário, tudo o que queríamos era transparência e direitos republicanos. Mas agora os estudantes lutam justamente pelo contrário! E ainda usurpam o espaço que é de todos, praticam a violência, discriminam colegas. Invadem a privacidade alheia (por favor: parem de me enviar e-mails, não quero dividir nenhum apartamento em república de estudantes!), como se isso não fosse aviltante. Posam para fotos e câmeras da imprensa esfregando na cara de milhões de outros jovens o desperdício de tempo, a depredação do patrimônio público, a falta do que fazer de quem não tem pressa de voltar para casa como a turma lá do ponto de ônibus.
&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esse movimento estudantil vai deixar o quê atrás de si? Sujeira e mais uma conta pra gente pagar. Vale por uma micareta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PS. Falando em pagar... de onde será que veio dinheiro para os caminhões de som e toda a infraestrutura do, hum, movimento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7860199504482357178?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7860199504482357178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7860199504482357178' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7860199504482357178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7860199504482357178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/06/pobres-meninos-classe-mdia-mdia.html' title='classe média-média'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-4582691025031549655</id><published>2007-05-03T00:26:00.000-03:00</published><updated>2007-11-10T01:24:22.521-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>feministas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Bovary revista e ampliada&lt;/strong&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou em meio a uma recaída braba por folhetins de televisão. Faço o que posso para não perder um capítulo de &lt;em&gt;Paraíso Tropical&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Roma – segunda temporada&lt;/em&gt;. Sobre a novela da Globo e o seriado da TV a cabo falo outra hora. Agora, penso em &lt;em&gt;Mrs. Harris&lt;/em&gt;, filme produzido pela HBO americana, atualmente reprisado - claro - nos horários mais estapafúrdios. Com roteiro e direção de Phyllis Nagy, é um filme excepcional, baseado em um crime que excitou a opinião pública nos Estados Unidos nos anos 1980. E é expecional porque é perturbador.


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.artistdirect.com/Images/Sources/AMGCOVERS/movies/dvd/cover150/drt800/t801/t80124is345.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.artistdirect.com/Images/Sources/AMGCOVERS/movies/dvd/cover150/drt800/t801/t80124is345.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jean Harris, profess&lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/mrs-harris/mrs-harris-poster01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ora com um divórcio e dois filhos, se envolve com médico famoso, mulherengo profissional e protótipo do judeu solteirão que ainda mama nas mamas da iídiche mama. Ela é culta e sarcástica, ele é jeca e deslumbrado. Ela o diverte, ele a cobre com os mimos previsíveis no ritual da corte do amor burgês. Os dois se apaixonam, ele a pede em casamento, ela aceita. Ele pensa melhor e volta atrás, propõe continuarem como sempre estiveram (sexo, colinho e dá-licença-que-eu-tenho-mais-o-que-fazer), ela topa o que vier. Vêm o choque de realidade pós-paixão, o ciúme, as brigas. Catorze anos depois do primeiro "oi, tudo bem?", Jean visita o médico no meio da noite, dispara três tiros nele (desajeitados, mas letais), vai a julgamento (onde proíbe seu advogado de falar mal da vítima), é condenada. Na vida real, anos depois a assassina foi perdoada e posta em liberdade; no filme, isso não interessa, e sim o complexo processo cultural, social e psicológico que levou a amante a matar o amado.

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Poderia ser apenas mais um dramalhão mixuruca, se não houvesse dois fatores decisivos para o alto impacto de &lt;em&gt;Mr. Harris&lt;/em&gt;. Primeiro: o elenco é liderado por dois sobreviventes da escola do bom ator, Annette Bening (enrugada, nervosa e linda) e Bem Kingsley (feio, cruel e provocador). Segundo: a edição, que toma emprestada a linguagem do documentário, intercala o julgamento com &lt;em&gt;flash-backs&lt;/em&gt; da &lt;em&gt;love story&lt;/em&gt; e depoimentos, incluindo as amantes do médico – trecho em que, por uma participação de apenas 11 segundos, outra grande diva, Ellen Burnstyn, foi indicada ao prêmio Emmy. E, assim, &lt;em&gt;Mrs. Harris&lt;/em&gt; não apenas conta uma boa história, mas obriga espectadores a uma reflexão.

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando vi &lt;em&gt;Mr. Harris&lt;/em&gt; pela terceira ou quarta vez – adoro rever e estudar filmes que me encantam, até descobrir por que me encantaram –, pensei: ela caiu numa cilada ancestral. Feito uma Bovary revista e ampliada, acreditou na "força do amor", aí topou com um mundo machista e hostil, se estrepou – e, no caso, reagiu. Resultado: se estrepou de novo. E lá foi ela, rumo à própria convicção, com aquele adorável narizinho empinado da Annette Bening.

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma vez, um jornalista me perguntou se eu era feminista "no bom sentido". Na época, nem me senti ofendida. Hoje, penso em Emma Bovary, em Jean Harris e no que seria "uma feminista no bom sentido". E me regozijo em saber que, ao menos na arte, alguém tem coragem de expor um desejo feminino mais profundo. Não aquele da pessoa que reclama pelo direito de atuar como mulher, mas da mulher que espera, desde as vísceras, ser tratada como uma pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-4582691025031549655?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/4582691025031549655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=4582691025031549655' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4582691025031549655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/4582691025031549655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/05/feministas.html' title='feministas'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-1245991009357637410</id><published>2007-04-25T16:21:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T00:04:05.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>abaixo a carestia</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.vidaseriada.globolog.com.br/grito.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.vidaseriada.globolog.com.br/grito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Preço do suco de mangaba dispara&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afirmo que Mangabeira é um mané, direito adquirido de qualquer cidadão brasileiro, por razões históricas, e condição que traz benefícios para uma boa parcela da população – afinal, a gente precisa se divertir. O problema é que, a partir de agora, vamos ter que pagar pra rir dele. Assim não pode, assim não dá!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-1245991009357637410?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/1245991009357637410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=1245991009357637410' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1245991009357637410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/1245991009357637410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/04/abaixo-carestia.html' title='abaixo a carestia'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-6805378269245665986</id><published>2007-04-13T18:24:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T00:33:00.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>devaneio # 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;Morar em um harém...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.triplov.com/cyber_art/primavera/images/goya.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;... e ter a sorte de viver no deserto em baixísima temperatura, penumbra e água em abundância, atender ao sultão em datas especiais, marcadas com muita antecedência, aplicar o resto do tempo em leitura (ensaios, poesia, filosofia, literatura universal e alternativa ), duas vezes por ano ir às grandes maisons de Paris para trocar um dinheiro obsceno por vestidos de alta costura que nunca terei coragem de usar, mas que guardarei com devoção, respeito e reverência em um acervo no sub-solo do palácio, e assim, uma vez por semana, ficar a tarde inteira sentada lá dentro, assistindo àquela conversa surda entre obras de arte, em estado de contemplação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-6805378269245665986?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/6805378269245665986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=6805378269245665986' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6805378269245665986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/6805378269245665986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/04/devaneio-1.html' title='devaneio # 1'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-584425691911705209</id><published>2007-04-08T21:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-09T15:06:31.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida por aí'/><title type='text'>desmodernos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Aconteceu ali no shopping&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro dia me contaram uma história de gente desmoderna, mas &lt;strong&gt;tão&lt;/strong&gt; desmoderna, que deu vontade de contar para os outros. Mas, antes de passá-la adiante, acho bom explicar o que significa, neste contexto, a palavra que desenfeita esta história. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Fica combinado que desmodernice vem a ser o conjunto de indícios da vida contemporânea equipada que, na prática do dia-a-dia, acaba fazendo a gente andar para trás. Sabe quando alguém dá um tapa no monitor do PC, como quem batia nas antigos televisores de válvula, pra ver se, assim, a geringonça funciona? É por aí. Um comportamento primitivo aplicado a uma tecnologia ou a um procedimento aparentemente renovador que, na verdade, revela uma ignorância indisfarçável. Desmoderno é o que uma pessoa se torna quando se apropria de algo com mentalidade descompassada, desvirtuada. Os desmodernos não são &lt;em&gt;gauches&lt;/em&gt; na vida (como no caso do cumputador), mas no modo de usar (no caso que relato agora). &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Então, foi assim. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Numa loja de camisetas básicas do shopping Higienópolis entrou uma mulher, em seus quase 40 anos, falando ao celular. Falando alto, é claro. E como nenhuma conversa de celular pode ser interrompida (princípio estabelecido desde que foi inventado o telefone celular, em que a urgência de um "vou me atrasar para a reunião" se equiparou à relevância de um "e a sua escova progressiva, ficou legal?"), a cliente continuou literalmente ligada enquanto se iniciava o, vamos dizer, processo de compra. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apertando seu aparelho-flip-com-cam-e-internet-toca-MP3 entre uma orelha e um ombro, a mulher sentiu-se pronta para pedir o que queria à jovem vendedora atrás do balcão. Com as mãos livres, usou os indicadores e polegares de ambas as mãos para pinçar a própria roupa, arregalou os olhos, ergueu as sobrancelhas, deu um coicezinho de cabeça na direção da prateleira das camisetas brancas, e continuou falando ao celular. A vendedora, provavelmente já habituada a esse perfil de clientela, correu pegar uma camiseta branca. A cliente desdobrou a roupa, fez cara de "nada a ver", aí usou as pontas dos dedos para desenhar o tipo de decote desejado, o tamanho, a altura da manga. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A vendedora correu pegar mais uns três ou quatro modelos, empenhada em acertar a resposta daquele jogo de mímica. A cliente entortou um pouco os lábios – não muito, já que o botox impõe algumas limitações -, mas acabou por agarrar e sacodir uma das opções de camiseta, sua eleita para o cartão de crédito do dia. Hora de pagar, a cliente foi até o caixa. Toda a operação – passar o cartão na maquininha, assinar o comprovante e colher no balcão ao lado a camiseta escolhida, embalada em papéis de seda, caixa e sacola que devem custar mais do que o próprio conteúdo – também ocorreu ao longo do longo telefonema. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não é lenda, aconteceu de verdade. A cliente entrou, pediu, escolheu, comprou e saiu da loja sem trocar qualquer palavra com a vendedora, sem parar de matraquear ao celular. Não rolou um "Bom dia", muito menos um "Muito obrigada" – celular, você sabe, pede alto nível de concentração. A vendedora, a moça do caixa e meu amigo, testemunhas desta história triste, ficaram o tempo todo em silêncio, observando. Em silêncio é modo de dizer: trocaram olhares. Tanta descortesia, tanto despreparo para a relação interpessoal e tanto desprezo pelo fato de que existem outras pessoas só devem ter sido compensados por uma sensação que os três provavelmente compartilharam: o alívio. Imagino cada qual sorrindo por dentro. A moça do caixa aliviada ("vendemos, é o que importa"). A vendedora aliviada ("pelo menos, foi rápido"). E meu amigo aliviado ("ainda bem que não sou marido dela, nem filho, nem irmão, nem amigo, e que ela não tem meu número de celular").&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-584425691911705209?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/584425691911705209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=584425691911705209' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/584425691911705209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/584425691911705209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/04/desmodernos.html' title='desmodernos'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-7289801566124331952</id><published>2007-04-01T01:31:00.000-03:00</published><updated>2007-04-01T05:26:19.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavreado'/><title type='text'>marketing vernacular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Lá vem o ministério do Ataque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No dia 22/3, numa correspondência eletrônica entre amigos (mas devidamente autorizada para divulgação), o jornalista Fernando Paiva qüiproquocou: se o comunista Aldo Rebelo assumiria o ministério da Defesa, "por uma questão de isonomia Lula deveria criar o ministério do Ataque e oferecê-lo a Jorge Borhausen". Pois nem bem uma semana se passou e o presidente do PFL veio a público anunciar a mudança de nome da legenda, para "Democratas" – ou DEM para os íntimos, correligionários e futuros apertadores de tecla de urna eleitoral.&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.cambap.hpg.ig.com.br/pernalonga/pernalonga01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.cambap.hpg.ig.com.br/pernalonga/pernalonga01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ô boca, a desse Paiva... Quer mais poder de ataque que um nome desses? Ataque institucional, de marketing sofisticado e espertolino. Pois eis aí um partido cujo novo nome não leva nem a palavra "partido". É só Democratas, com ares de chapa de grêmio estudantil, tipo assim descontraído, independentemente de seus filiados terem uma alma, um passado, uma mísera nesga ideológica democrática que seja. Já estou vendo repórteres de política coçando a cabeça e olhando em volta, como quem procura a resposta de uma pergunta silenciosa, na hora de mencionar, em suas matérias, os quadros do partido rebatizado. Em vez de escrever "o pefelista Fulano de Tal" terão que cravar algo como "o democrata Fulano de Tal". &lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A rigor, sua excelência filiada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; já estará identificada como democrata de cara, de graça, sem nem mesmo ter aberto a boca e dito a que veio. A saída talvez seja escrever "Fulano (DEM-BA), Beltrano (DEM-RS) etc. Mas, em algum momento, por uma questão orgânica da escrita, de fluxo interno do texto, a imprensa vai ter que aplicar um "democrata" aqui ou ali, menos como qualificativo, mais para fazer referência ao nome da legenda. E o leitor, o eleitor e o freqüentador de comício que se virem para captar a acepção da palavra.&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O curioso, nessa história, é que todo mundo noticiou a mudança de nome, mas ninguém apurou de quem foi a - vamos admitir - brilhante idéia. Pelo menos até o momento, não consegui ler nada a respeito. Mas é isso pauta pronta. Logo-logo (espero) alguém vai nos contar como foi criada essa sinuca de nomenclatura, em que uma das mais ferrenhas frentes de oposição ao governo Lula e ao PT será, a partir de agora, e por uma questão basicamente vernacular, diretamente identificada com a democracia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-7289801566124331952?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/7289801566124331952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=7289801566124331952' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7289801566124331952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/7289801566124331952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/04/marketing-vernacular.html' title='marketing vernacular'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2000413684309333863</id><published>2007-03-26T17:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-28T17:35:44.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'>não-sei-e-tenho-raiva-de-quem-sabe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É pra rir ou pra chorar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Ricardo Kotscho, que é o máximo, escreve no site No mínimo e acaba de perpetrar um qüiproquó tamanho GG. Em artigo postado dia 23/3, diz que não agüenta mais ler, todo dia, noticiário sobre Lula. Até aí, é apenas mais um brasileiro. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Convalescendo de um acidente doméstico, Kotscho teve tempo de ler tudo e mais um pouco. Pelo jeito, pintou a chamada gastura. (Palavra interessante: soa exatamente àquele estado em que a nossa paciência se gastou.) E ocorreu-lhe uma idéia: que tal a imprensa ficar um dia inteirinho sem mencionar o presidente da República? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://i7.photobucket.com/albums/y276/katateh/bates.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" height="250" alt="" src="http://i7.photobucket.com/albums/y276/katateh/bates.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como se sabe, Kotscho também foi assessor de Lula no primeiro mandato, pediu baixa quando a chapa branca ainda estava quente no reality show do mensalão, lançou uma auto-biografia (&lt;em&gt;Do Golpe ao Planalto&lt;/em&gt;, Companhia das Letras) e passou o resto do tempo desviando-se de entrevistas sobre o amigo e companheiro. Vinda de quem veio, porém, a proposta desconcerta porque: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt; – Quando um grande repórter, com mais de 30 anos de profissão, sugere que o presidente de seu país não é pauta de todo dia (nem mesmo no auge da temporada de recorte-e-cole dos ministérios, alianças políticas e rapapés que parecem um episódio de &lt;em&gt;Além da Imaginação&lt;/em&gt;), é de se perguntar: quem seria, então? Os finalistas do Big Brother? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt; – O, digamos, programa de desintoxicação jornalística seria de apenas 24 horas. Ou seja: as coisas no Planalto continuariam acontecendo e a imprensa apurando – a sociedade é que tomaria conhecimento delas com um dia de atraso. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;3 &lt;/strong&gt;– Talvez para facilitar a vida nas redações e todo mundo ir pra casa mais cedo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;, Kotscho chega a pedir à própria pauta que não exista: recomenda a Lula que faça a sua parte e fique 24 horas de boca fechada. E, assim, o presidente da décima economia do mundo se daria um day off, sem aparecer, sem uma pelada, nem um churrasquinho na Granja. Um tédio. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Kotscho é brincalhão. Foi um grande prazer, além de uma espécie de curso particular e intensivo de jornalismo, trabalhar com ele na sucursal paulista do &lt;em&gt;Jornal do Brasil&lt;/em&gt;. Para um cara irriquieto como ele, deve ser irritante ter que ficar literalmente engessado. Imagino, ainda, que esteja aborrecido por ser tão perguntado sobre seus tempos palacianos - o que é compreensível, mas até certo ponto. "Entrou na chuva é pra se queimar", já dizia outro presidente, do Corínthians, Vicente Matheus. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas tenho outro palpite. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ai ver, Kotscho deve estar com a mesma gastura que a gente sente ao abrir os jornais. Não por causa do noticiário, mas da própria notícia. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2000413684309333863?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2000413684309333863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2000413684309333863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2000413684309333863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2000413684309333863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/03/imprensa.html' title='não-sei-e-tenho-raiva-de-quem-sabe'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-496257430962314062.post-2316911773753043466</id><published>2007-03-18T02:06:00.002-03:00</published><updated>2009-09-07T23:27:18.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Editorial'/><title type='text'>editorial</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-size: 180%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma coisa é outra coisa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: small;"&gt;Este é o primeiro registro da enésima tentativa da única pessoa que conheço que ainda não tinha um blog: eu, claro. Sou atrapalhada nesses clicks de net. Até outro dia, achava que URL era sigla de algum partido político do leste europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No começo do ano, minha amiga Rosani Madeira, escritora, me convidou para participar do blog dela ("nó da madeira", veja o link ao lado), experimentei, gostei. Depois, tropeçando em sites de busca, vi páginas tenebrosas, gigabytes de sandices e blablablás. Mas, também, coisa muito boa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tem as dos jornalistas, algumas imperdíveis (mais links ali na listinha). Tem os de poesia, dramaturgia, literatura, achei bacana. Tem os gaiatos, comecei a me divertir (meu preferido se chama "homem é tudo palhaço"). Mas eu? O que poderia dizer que já não se tenha dito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Demorei um tanto para descobrir que o texto de blog não tem o compromisso que a materialidade de um livro, jornal, revista ou mesmo um bilhetinho amassado empresta à escrita. A rigor, um conteúdo é postado hoje e, amanhã, radicalmente modificado. Depois de amanhã, apagado. Felizmente não se apagam facilmente rastros de insultos, fraudes e outros crimes. Mas, para bons blogueiros, toda palavra basta. Minha impressão é de que este é um jogo que se joga só por prazer. Não vale campeonato. Uma espécie de casados X solteiros, em que todo mundo quer fazer bonito mas ninguém tem vergonha de bancar o perna-de-pau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E se é pra brincar, ficou fácil achar o nome. Segundo o &lt;em&gt;Dicionário Houaiss&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;qüiproquó.&lt;/strong&gt; substantivo masculino. &lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; HIST. MED livro que existia nas farmácias para indicar as substâncias que deveriam substituir as receitadas pelos médicos, caso a farmácia não as possuísse; &lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;por extensão.&lt;/em&gt; engano, erro que consiste em tomar-se uma coisa por outra, equívoco; &lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;por metonímia.&lt;/em&gt; a confusão criada por esse engano; etimologia, expressão latina: &lt;em&gt;quid pro quo&lt;/em&gt;, 'uma coisa pela outra'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em alguns contextos, é sinônimo de trocadilho, piada com a frase feita, uma rasteira no clichê. Em outros, sucessão de mal-entendidos, situação complicada - não por acaso, mora no teatro. A palavra é intrigante até na grafia: tem dois &lt;strong&gt;u&lt;/strong&gt; eqüidistantes, dois &lt;strong&gt;q&lt;/strong&gt; (e seu espelho, o &lt;strong&gt;p&lt;/strong&gt;), salpicada por dois acentos, um deles todo duplicidade, o trema. Na pronúncia, então, nem se fala. O qüiproquó é um trava-língua, enrolado por definição. Só não é monótono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", a vida e a arte mostram que... hum... não é &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; assim, né? Taí o qüiproquó pra embaralhar. Com a regularidade possível, &lt;strong&gt;o qüiproquó&lt;/strong&gt; trará anotações e comentários apenas para vaguear nos saborosos exercícios da palavra e do livre pensar. Com alguma sorte, divertir, botar blague no blog. E, sempre que interessar a alguém, fazer outro tipo de troca: com os outros. (Mas já vou avisando que meu manequim é 42.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/496257430962314062-2316911773753043466?l=oquiproquo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oquiproquo.blogspot.com/feeds/2316911773753043466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=496257430962314062&amp;postID=2316911773753043466' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2316911773753043466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/496257430962314062/posts/default/2316911773753043466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oquiproquo.blogspot.com/2007/03/estria_18.html' title='editorial'/><author><name>Rosangela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08728150488239582710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_1V0M8UcU9Is/RbvZBW_PU-I/AAAAAAAAAAw/vu8gC35SIdM/s200/ropetta.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
